quarta-feira, 28 de setembro de 2011

Coragem de mudar


“Pelo que, se alguém está em Cristo, nova criatura é; as coisas velhas já passaram; eis que tudo se fez novo” (2 Coríntios 5:17). Duas rãs eram vizinhas. Uma delas habitava uma lagoa profunda distante dos olhares públicos e a outra em um valão com pouca água e atravessado por uma estrada rural. A rã que vivia na lagoa advertia sempre a amiga do perigo e lhe aconselhava a mudar de residência. Convidou-a a morar com ela na lagoa onde teria mais segurança e comida mais abundante. A outra recusava dizendo que estava acostumada ao lugar onde vivia e seria muito difícil a mudança. Um certo dia, um carro passou pelo local e esmagou a rã embaixo de suas rodas.
Muitos cristãos vivem acomodados em seu viver diário, sem frutos, sem experiências, sem ousadia espiritual. Temem qualquer tipo de mudança e acabam sendo inúteis para a expansão do reino de Deus. Estão tão conformados com as vidas fúteis e debilitadas que não são capazes de enxergar o muito que Deus quer fazer através de seus testemunhos.
Alguns pensam que uma pessoa que vive diante de Deus não tem vontade própria e é dirigida como um autômato que apenas obedece o que lhe mandam. Não pode isso e aquilo, não podem brincar, nem se divertir, nem experimentar as coisas boas da vida. Estão equivocados!
Jesus veio nos trazer vida abundante e eterna. Veio mostrar que quando temos a coragem de mudar os antigos costumes, novos horizontes de felicidade se abrem diante de nós e mesmo ao enfrentar as tempestades que sobre todos se abatem, temos a paz verdadeira e motivos de regozijo pela certeza de que o Senhor estará caminhando sempre ao nosso lado, pronto a interceder quando isso se fizer necessário. Por que viver na sequidão e escassez se o Senhor nos oferece a profundidade de Seu amor e a fartura de suas bênçãos?

Simples reflexão sobre a criança e o adulto espirituais


“Quando eu era menino, falava como menino, sentia como menino, discorria como menino, mas, logo que cheguei a ser adulto, acabei com as coisas de menino” I Cor. 13:11.
Paulo ao escrever este trecho das Escrituras Sagradas via na igreja de Corinto a profunda necessidade de crescimento espiritual àqueles crentes que até então, recusavam-se, muitos deles, a crescer.
Desejo, baseado nesta passagem, assinalar alguns contrastes que percebo entre o menino e o adulto na vida espiritual. Ei-los:
1 – O menino está sempre apegado ao seu ego, portanto tudo o que faz é para satisfação própria.
2 – O adulto tem maturidade suficiente para entender que a glória dos homens é vazia e de pouca duração.
3 – O menino adora brincar de adulto, falar como adulto, se vestir como adulto, e dizer pra todo mundo que é adulto, mas quem olha pra ele sabe que ele é menino.
4 – O adulto simplesmente é! Não tenta convencer ninguém de sua maturidade, não faz propaganda de sua maturidade, tampouco a exibe, porém quem lho conhece intimamente, sabe que ele é maduro.
5 – O menino não se responsabiliza pelas suas escolhas, quando escolhe errado, culpa a Deus, ao Diabo, aos homens e aos anjos.
6 – O adulto assume suas escolhas, certas ou erradas ele as encara com maturidade, mesmo sofrendo procura levantar-se diante da vida e seguir em frente.
7 – O menino adora os “vivas”.
8 – Para o adulto, tanto faz os vivas como as vaias.
9 – O menino se revolta facilmente, busca cúmplices para sua mediocridade, adora fazer joguinhos políticos do tipo “Com certeza ganharei algo com isso” e mais, desconfia de todos porque não é confiável, critica a tudo e a todos mas não suporta críticas, é muito “sincero” com as pessoas mas não agüenta sinceridade, sente prazer na queda do irmão, mesmo que este prazer se disfarce de mórbida “comoção”.
10 – O adulto cresceu, amadureceu, por isso mesmo sabe que pode ficar sozinho a qualquer momento, sabe que as emoções humanas são traiçoeiras, sabe respeitar o ser humano e não as aparências, sabe que seu pior inimigo é ele mesmo, conhece seu lado de luz e escuridão, seu lado bom e perverso, seu ego e sua “sombra”.
Por isso, no contexto de Coríntios 13, o versículo 13 coloca a fé, a esperança e o amor como dádivas sublimes, porém, ao menino creio ser possível ter fé e esperança, mas o maior destes que é o amor, só é reservado aos adultos espirituais.

segunda-feira, 26 de setembro de 2011

A DIFERENÇA PEDE LICENÇA


Asociedade é um imenso mercado, onde muito cedo as pessoas são etiquetadas e colocadas em algum lugar, sem escolha possível. O bonito, o feio, o desajeitado, o inteligente, o atrasado, o grande, o pequeno, o normal, o anormal…
E julga-se, sem piedade, os fracos, os fortes, os vencedores, os perdedores, os sãos, os doentes.
Chama-se de diferente aquele que não está na mesma linha de normalidade que a maioria do ser humano. Mas, o que é ser diferente senão o fato de não ser igual? Não somos assim, todos diferentes?
Por que etiquetas, se todos trazemos em nós riquezas inúmeras, mesmo se muitas vezes imperceptíveis aos olhos humanos?
A diferença pede licença sim!!!
Dá-me oportunidade! Deixa-me mostrar quem sou, ao meu tempo! Deixa-me desenvolver minhas capacidades e farei florir meu deserto.
Peço é oportunidade para mostrar do que sou capaz. Peço aceitação para estar no meu lugar, não o escolhido pra mim, mas aquele onde sou capaz de chegar.
Se não plantarmos sementes, jamais colheremos frutos!
Deixar que cada qual desenvolva a seu tempo e seu ritmo o seu potencial é dar abertura ao mundo. É a diversidade de flores que dá a beleza a um jardim.
Quem é normal e quem é anormal se o sangue corre da mesma forma para todos, se o coração bate da mesma forma, se as lágrimas têm a mesma cor e se o sorriso fala com as mesmas palavras? A diferença pede aceitação, pede respeito, pede tolerância e pede, sobretudo, muito amor.
Anormal não é quem foge dos padrões sociais; anormal é quem não compreende e não aceita que somos todos seres imperfeitos, mas, nem por isso, diminuídos aos olhos de Deus; anormal é quem se acredita grande e pensa que o mundo todo é pequeno; é quem não percebeu o verdadeiro significado da palavra amar.
Quando Jesus morreu de braços abertos foi para abraçar toda a humanidade; quando perdoou o ladrão, lavou pés, sarou cegos e leprosos, foi para nos dar a lição da humildade, para nos mostrar que grande mesmo é aquela pessoa capaz de abrir todas as portas do seu coração e de olhos fechados receber com amor todo aquele que a vida coloca no nosso caminho, independente da sua classe social, raça, religião, condição física ou mental.
A diferença pede licença!…
Abra-lhe o caminho e você vai ver onde ela é capaz de chegar!

sábado, 24 de setembro de 2011

PRECISAMOS ARRUMAR A CASA !


“Naqueles dias, Ezequias adoeceu de uma enfermidade mortal; veio ter com ele o profeta Isaías, filho de Amoz, e lhe disse: Assim diz o SENHOR: Pôe ordem na tua casa, porque morrerás e não viverás. Então, virou Ezequias o rosto para a parede e orou ao SENHOR. E disse: Lembra-te, SENHOR, peço-te, de que andei diante de ti com fidelidade, com inteireza de coração e fiz o que era reto aos teus olhos; e chorou muitíssimo. Então, veio à palavra do SENHOR a Isaías, dizendo: Vai e dize a Ezequias: Assim diz o SENHOR, o Deus de Davi, teu pai: Ouvi a tua oração e vi as tuas lágrimas; acrescentarei, pois, aos teus dias quinze anos”. Isaías 38:1-5.
O que fez com que Deus mudasse seus planos foi a oração confiante do coração sincero de Ezequias. Embora a morte só viesse 15 anos depois, a ordenança de pôr ordem na casa deveria ser uma atividade constante, sempre no presente. O termo: “Pôr ordem na casa” era um sentido figurado que foi empregado para indicar que Ezequias tinha que arrumar sua vida num contexto geral. Semelhante ao caso de Ezequias, assim também devemos agir, isto é, arrumar nossa casa fazendo uma viajem em seu interior e não julgarmos como juizes impiedosos a fim de não morrermos aos poucos devido às doenças adquiridas pela não manutenção de nosso ”Eu pessoal”.
Se abrirmos as portas e mostrarmos a Deus os corredores que nos dão acesso aos mais complexos compartimentos do nosso ser e definirmos uma dependência total dos seus critérios, além de vermos exterminadas nossas mais agudas crises, nos conheceremos e nos resolveremos; pois somente através das atitudes como a de Ezequias é que se pode sair do âmbito de labirintos e ter uma vida acrescentada de experiências significativas.
Precisamos trazer a luz os cacaréus que estão a um considerável tempo na sala de espera. Veja bem que Ezequias não se conformou com a situação e a condição que lhe tirava a paz sua atitude foi imediata, mas não é bem assim que reagimos aos impasses, nós vamos nos acostumando a dizer: Amanhã eu vejo isso, depois eu cuido daquilo,outro dia eu faço….. E assim vamos retardando a varredura, acumulando a impureza que cada vez mais se torna pesada, por isso andamos curvados, sem imunização e usando fórmulas ineficazes para o desencargo de consciência.
No quarto escuro onde temos medo de entrar porque as recordações, os traumas, as acusações e os maus êxitos são marcas que estão estampadas na antiga porta, temos que acender as luzes da esperança e do perdão; pintar as portas com as cores da gratidão e humildade para conseguirmos descansar na cama da tranquilidade.Vamos então, enfrentar a bagunça armazenada no sotão que é o local onde reservamos coisas inúteis como, por exemplo; as crendices ilógicas que amarram nossa liberdade, as quais não abrimos mão, portanto, convidemos o Senhor para o nosso sotão e afastemos de lá as poeiras que jogamos debaixo do tapete do cinismo e da falsa aparência. Experimentemos descortinar os nossos corações e nos desengavetarmos da ociosidade que adia a plenitude de nosso ser para recebermos a irradiação solar das boas-novas.
Quando limpamos os cômodos gerais da alma e incineramos os lixos, vai-se aquele panorama de abandono; e enquanto entra a sensação de aproveitamento de tempo e espaço acompanhado de maior acomodação, nosso clima, agora já poético, nos livra da culpa; ficamos leves, com saúde, até o nosso rosto se aformoseia.
Ponhamos ordem em nossa casa, para que esta seja a morada de Deus e lar para abrigarmos tudo o que é bom.

sexta-feira, 2 de setembro de 2011

Onde estava Deus?

Foi a pergunta que mais ouvimos, com os acontecimentos catastróficos ocorrido nos últimos dias. Aliás, por que sentimos mais a morte de uma dezena de crianças, do que a morte de milhares de pessoas vitimas duma tsunami? Catástrofes naturais são naturais, mas não deveria ser natural o ser humano monstrificado, matar pessoas inocentes! É difícil conviver com essa dor!
Deus está onde sempre esteve, e não está alheio aos acontecimentos! Onde estava Deus quando Caim matou Abel? Estava com Caim, tentando desfazer em sua sua mente livre, o intento criminoso, uma manifestação de amor, que só acumulou juízo. Não se esqueçamos, há juízo, haverá juízo de Deus sobre tudo e sobre todos!
Onde estava Deus, quando o maluco do Herodes mandou matar todos os meninos abaixo de 2 anos de idade que havia em Belém, e em todos os seus arredores? Estava lá, e acompanhando José e Maria, que fugiam para o Egito para proteção do menino Jesus! Por que sempre achamos, que se Deus é tão poderoso, poderia enviar um raio do céu, destruir todos os inimigos, não tendo nenhuma necessidade de Jesus, o rei menino, criador do universo, ter que fugir nos braços de Maria?
Onde estava Deus, quando Estevão foi apedrejado inocentemente, depois de terem subornado pessoas para terem com o que acusá-lo. Estevão viu o que nenhum e nós tem visto, Jesus em pé, a direita de Deus Pai, o aguardando a sua chegada na eternidade!! Oh glórias!!!
Onde estava Deus, quando viu seu único filho Jesus, ser traído, vilipendiado, sangrado até a morte e morte de cruz? Estava lá e está, onde sempre esteve! Aguardando o momento da ressurreição! Aguardando o trunfo da vida sobre a morte!
“Quer vivamos quer morramos, somos do Senhor” Romanos 14.8

A escola do deserto

Deus treina seus líderes mais importantes na e escola do deserto. Moisés, Elias e Paulo foram treinados por Deus no deserto. O próprio Jesus antes de iniciar o seu ministério passou quarenta dias no deserto. O deserto não é um acidente de percurso, mas uma agenda de Deus, a escola de Deus. É o próprio Deus quem nos matricula na escola do deserto. O deserto é a escola superior do Espírito Santo, onde Deus trabalha em nós antes de trabalhar através de nós. Deus nos leva para essa escola não para nos exaltar, mas para nos humilhar. Essa é a escola do quebrantamento, onde todos os holofotes da fama se apagam e passamos a depender total e exclusivamente da graça de Deus e da provisão de Deus e não dos nossos próprios recursos. Destacaremos, aqui, três verdades importantes:
1. Na escola do deserto aprendemos que Deus está mais interessado em quem somos do que naquilo que fazemos; Deus nos leva para o deserto para falar-nos ao coração. No deserto ele nos humilha não para nos destruir, mas para nos restaurar.No deserto, Deus trabalha em nós antes de trabalhar através de nós, provando que ele está mais interessado em nossa vida do que em nosso trabalho. Vida com Deus precede trabalho para Deus. Motivação é mais importante do que realização. Nossa maior prioridade não é fazer a obra de Deus, mas ter intimidade com o Deus da obra. O Deus da obra é mais importante do que a obra de Deus. Quando Jesus chamou os doze apóstolos, designou-os para estarem com ele; só então, os enviou a pregar.
2. Na escola do deserto aprendemos a depender mais do provedor do que da provisão. Quando o profeta Elias foi arrancado do palácio do rei e enviado para o deserto, ele deveria beber da fonte de Querite e ser alimentado pelos corvos.
Naquele esconderijo no deserto, o profeta deveria depender do provedor mais do que da provisão. Deus o sustentaria ou ele pereceria.
Deus nos leva para o deserto para nos mostrar que dependemos mais dos seus recursos do que dos nossos próprios recursos. É fácil depender da provisão quando nós a temos e a administramos. Mas na escola do deserto aprendemos que nosso sustento vem do provedor e não da provisão. Quando nossa provisão acaba, Deus sabe onde estamos, para onde devemos ir e o que devemos fazer. A nossa fonte pode secar, mas o manancial de Deus jamais deixa de jorrar. Os nossos recursos podem escassear, mas os celeiros de Deus continuam abarrotados. Nessas horas precisamos aprender a depender do provedor mais do que da provisão.
3. Na escola do deserto aprendemos que o treinamento de Deus tem o propósito de nos capacitar para uma grande obra. Todas as pessoas que foram treinadas por Deus no deserto foram grandemente usadas por Deus. Quanto mais intenso é o treinamento, mais podemos ser instrumentalizados pelo Altíssimo. Porque Moisés foi treinado por Deus quarenta anos no deserto, pôde libertar Israel da escravidão e guiar esse povo rumo à terra prometida. Porque Elias foi graduado na escola do deserto pôde enfrentar, com galhardia, a fúria do ímpio rei Acabe e trazer de volta a nação apóstata para a presença de Deus. Porque Paulo passou três anos no deserto da Arábia, ele foi preparado por Deus para ser o maior líder do Cristianismo.
Quando Deus nos leva para o deserto é para nos equipar e depois nos usar com graça e poder em sua obra. Deus não desperdiça sofrimento na vida dos seus filhos. Ele os treina na escola do deserto e depois os usa com grande poder na sua obra.
Não precisamos ter medo do deserto, se aquele que nos leva para essa escola está no comando desse treinamento. O programa do deserto é intenso. O curso é muito puxado. Mas, aqueles que se graduam nessa escola são instrumentalizados e grandemente usados por Deus!

Como Remover as Máscaras?

Se as pessoas nos conhecessem como Deus nos conhece ficariam escandalizadas. Se as pessoas pudessem ler todos os nossos pensamentos, ouvir todas as vozes que abafamos dentro de nós e auscultar todos os desejos do nosso coração afatar-se-iam de nós com assombro. Somos, muitas vezes, um ser ambíguo e contraditório. Queremos uma coisa e fazemos outra. Exigimos dos outros aquilo que nós mesmos não praticamos. Condenamos nos outros aquilo que não temos coragem de confrontar em nós mesmos. Para manter nossas aparências usamos máscaras, muitas máscaras. Se você diz que nunca usou uma máscara, é muito provável que esteja acabando de afivelar a máscara da mentira em seu rosto. Algumas máscaras são muito atraentes. Encantam as pessoas. Elas passam a nos admirar não por quem somos, mas por quem aparentamos ser. O profeta Samuel ficou impressionado com Eliabe, filho mais velho de Jessé, e pensou que estava diante do ungido de Deus. Mas, o Senhor lhe corrigiu dizendo: “Não atenteis para a sua aparência, eu vejo o coração”. Vamos, aqui descrever três máscaras que ostentamos:
1. A máscara da piedade. O apóstolo Paulo em 2Coríntios 3.12-18 fala que nós não somos como Moisés, que colocava véu sobre a face, para que as pessoas não atentassem para a glória desvanecente do seu rosto. Moisés foi um homem ousado. Enfrentou com grande galhardia Faraó e seus exércitos. Liderou o povo de Israel em sua heróica saída do cativeiro. Porém, houve um dia em que Moisés deixou de ser ousado e colocou uma máscara. Foi quando desceu do Monte Sinai. Seu rosto brilhava. Então, colocou um véu para que as pessoas pudessem se aproximar dele. De repente, Moisés percebeu que o brilho da glória de Deus estava se desvanecendo de seu rosto. Porém, ele continuou com o véu. Ele não queria que as pessoas soubessem que a glória estava acabando. Moisés manteve o véu para impressionar as pessoas. Ele usou a máscara da piedade. Muitas vezes as pessoas ficam impressionadas com a beleza das máscaras que usamos. Elas ficam admiradas da propaganda que fazemos da nossa espiritualidade. Pensam que por trás do véu existe uma luz brilhando, quando na verdade, esse brilho já se apagou a muito tempo.
2. A máscara da autoconfiança. O apóstolo Pedro era um homem de sangue quente. Falava muito e pensava pouco. Um dia, disse a Jesus que estava pronto a ir com ele para a prisão. E mais: ainda que todos os demais discípulos o abandonassem, ele jamais faria isso, pois estava pronto a morrer por Jesus. Pedro pensava que era melhor e mais consagrado do que seus condiscípulos. Era do tipo de crente que confiava no seu taco. Dizia com todas as letras: a corda nunca roe do meu lado. Mas, aquela máscara tão grossa de autoconfiança não passava de um fina camada de verniz de consumada covardia. Quando foi colocado à prova, Pedro dormiu em vez de vigiar. Pedro abandonou Jesus em vez de ir com ele para a prisão. Pedro seguiu Jesus de longe, em vez de estar ao lado de seu Mestre. Pedro negou a Jesus em vez de morrer por ele. Não é diferente conosco. Passamos uma imagem de que somos muito firmes e fiéis. Até fazemos propaganda de nossa fidelidade incondicional a Jesus. Mas, não poucas vezes, essa autoconfiança não passa de uma máscara para impressionar as pessoas.
3. A máscara da hipocrisia. Os fariseus eram os santarrões que tocavam trombetas acerca de sua espiritualidade. Faziam propaganda de sua piedade. Julgavam-se melhores do que os outros. Achavam que só eles eram fiéis. Quem não concordasse com eles, estava riscado do seu mapa. Eram especialistas em ver um cisco no olho de outra pessoa, mas não enxergavam a trave que estava em seus olhos. Porém, toda aquela aparência de santidade não passava de uma máscara de hipocrisia. A espiritualidade dos fariseus era só casca, apenas propaganda falsa. Jesus chamou os fariseus de hipócritas, ou seja, atores que representam um papel. Disse, ainda que eles eram como sepulcros caiados, bonitos por fora, mas cheios de rapina por dentro. Precisamos humildemente entender que somente pelo poder do Espírito Santo poderemos remover essas máscaras.
Vamos começar a fazer isso?