sábado, 19 de julho de 2008

SOU UM FUNDAMENTALISTA ?

Sou um Fundamentalista?
- Dave Hunt -
Você é um fundamentalista!" A acusação me foi dirigida quando ainda era um calouro da universidade, recém-saído do serviço militar, em 1947. Da maneira como ela foi feita, com tamanho desprezo, nenhuma explicação foi necessária para compreender que ser rotulado de "fundamentalista" era um dos mais terríveis insultos no orgulhoso mundo acadêmico. Respondi algo como: "Se ser fundamentalista significa aderir aos sólidos fundamentos da matemática, da contabilidade, da química ou de qualquer outra ciência, então aceito alegremente o título. E já que a Bíblia é literalmente a Palavra de Deus e é inerrante (sem erros), a única escolha inteligente é aceitá-la e permanecer fiel aos seus fundamentos". Essa resposta apenas aumentou a frustração e a ira dos que debatiam acaloradamente comigo já por duas horas.
A ocasião foi o primeiro encontro da "Hora dos Críticos", uma novidade que havia sido criada recentemente por alunos e professores da universidade para ridicularizar e desacreditar a Bíblia. Entre os espectadores havia um bom número de crentes que eu conhecia do grupo cristão do campus, mas nenhum deles disse uma palavra sequer. Fiquei sozinho naquele auditório, sendo alvejado com argumentos de todos os lados, todos favoráveis à evolução e ao ateísmo. Sendo um ingênuo jovem de 21 anos, fiquei chocado com a animosidade tão abertamente demonstrada contra a Bíblia e contra o Deus da Bíblia.
Naquele ponto da minha vida, mal ouvira falar de Harry Emerson Fosdick, pastor da Primeira Igreja Presbiteriana de Nova Iorque, uma pessoa-chave no liberalismo/modernismo americano. Tampouco fazia idéia da crescente rejeição da infalibilidade da Bíblia entre muitas pessoas que se chamavam cristãos. O nome de J. Gresham Machen era-me completamente desconhecido. Portanto, nada sabia acerca da batalha perdida que ele sustentara no Seminário de Princeton, na década de 1920, contra as heresias que levaram aquela escola a tornar-se completamente liberal e que alcançaram a maioria das igrejas presbiterianas.
Cristianismo com "roupagem" moderna
Os servos mais eficientes de Satanás são mestres em ambigüidades. Fosdick reivindicava honrar a doutrina, mas ao mesmo tempo advertia sobre o "perigo de dar ênfase demais à doutrina..." Ele afirmou que "nada realmente importa na religião, a não ser aquelas coisas que fomentam o bem individual e público... e o progresso social."(1) Fosdick foi reconhecido naquele tempo pela maioria dos cristãos verdadeiros como o incrédulo que realmente era. Mas, Norman Vincent Peale, não menos herege que Fosdick, conseguiu achar aceitação virtualmente em toda parte, bem como seu famoso discípulo Robert Schuller.
O modernista toma as últimas idéias do mundo secular e enganosamente as veste com linguagem cristã. Ninguém tem feito isso com maior perfeição do que os atuais psicólogos cristãos, que de algum modo tomam teorias anticristãs de inimigos declarados do Evangelho e as "integram" à teologia. Peale foi o primeiro a fazer isso. Em 1937, ele fundou uma clínica "cristã" de psiquiatria em sua igreja. A clínica tornou-se modelo para numerosas outras semelhantes, as quais têm gerado fortunas para seus fundadores.
Machen foi exato ao demonstrar que a intimidação pela ciência e o desejo de obter aceitação e respeito na comunidade acadêmica têm resultado em comprometimentos, que na prática descaracterizam o Evangelho. Essa ânsia tem influenciado cada vez mais os seminários e faculdades cristãs. Machen acusou os liberais de "tentar remover do cristianismo todas as coisas que não possam ser aceitas pela ciência."(2)
Muitos dos evangélicos de hoje em dia parecem pensar que os cientistas sabem mais sobre o Universo do que o próprio Criador. Será que a Bíblia é frágil devido à ignorância de Deus? O resultado é um comprometimento fatal para a verdadeira fé. Temos observado isso na aceitação da evolução teísta por parte da revista "Christianity Today" (Cristianismo Hoje), dos "Promise Keepers" (Guardadores de Promessas) e de muitos seminários e universidades cristãs, mesmo que ela contradiga plenamente a Bíblia e subverta o Evangelho. O mesmo comprometimento ocorre quando se questiona a narrativa bíblica do dilúvio.
Billy Graham, que há décadas abandonou sua posição fundamentalista, recentemente disse não estar certo se o dilúvio de Noé foi realmente de âmbito mundial. O New Bible Commentary da InterVarsity também afirma: "A narrativa (bíblica) não relata diretamente um dilúvio universal..." A Bíblia, ao contrário, não deixa espaço para tais devaneios:
"...tudo o que há na terra perecerá" (Gn 6.17). "...e da superfície da terra exterminarei todos os seres que fiz" (Gn 7.4). "...e os montes foram cobertos. Pereceu toda carne..., ficou somente Noé, e os que com ele estavam na arca" (Gn 7.20-23).
As instruções de Deus para Noé, de que trouxesse um par de cada espécie para a arca, só têm sentido se o dilúvio atingiu o mundo inteiro. Deus prometeu não voltar a destruir a terra por água novamente (Gn 9.11), todavia têm havido muitas enchentes regionais desde aquele tempo. A destruição futura do mundo, conforme profetizada por Pedro, seria apenas um incêndio localizado, se o dilúvio com que é comparado foi limitado (2 Pe 3.6-7). Finalmente, Jesus compara Seu futuro julgamento da humanidade ao dilúvio (Mt 24.38-41).
Um cristianismo sem inerrância
Temos que crer na Bíblia inteira. Isto é fundamentalismo bíblico. Se Gênesis não é exato em cada detalhe, em qual parte da Bíblia poderemos confiar, então? Se a Bíblia está errada quanto à origem do homem e seu pecado, como poderemos confiar no que ela diz sobre a sua redenção e seu destino eterno? Na verdade a Bíblia está absolutamente certa em tudo que declara.
Se as últimas descobertas da ciência concordam ou não com a Bíblia, isso não deve inquietar ao fundamentalista. Como confiamos em Deus, não somos intimidados pelos homens. Só um tolo trocaria a Palavra infalível de Deus pelas opiniões mutáveis e falíveis dos homens. Os cientistas cometem erros e muitas vezes são condicionados por preconceitos. No seu livro Great Feuds in Science, o historiador Hal Hellman documenta que até os maiores cientistas têm sido "influenciados por orgulho, ambição, cobiça, inveja e até por evidente impulso de estar certo".(3)
Tragicamente, diminui gradativamente o número de cristãos que ainda defendem a inerrância bíblica e a sua suficiência, como Harold Lindsell documenta em The Battle for the Bible. O Seminário Teológico Fuller é um exemplo citado por ele. Podemos dizer com certeza que para as multidões envolvidas no atual movimento evangélico a inerrância raramente se constitui num problema, pois tais pessoas se apóiam em experiências e emoções mais que em doutrina. Para muitos atualmente, o amor por Jesus é um maravilhoso sentimento, divorciado completamente da verdade que Jesus afirma ser. No livro The Bible in the Balance, Lindsell confessa que "a palavra ‘evangélico’ tem se tornado tão desonrada que perdeu sua utilidade... Talvez seja melhor adotar a palavra ‘fundamentalista’, mesmo com todos os ataques depreciativos que tem sofrido por parte dos seus críticos".
Motivos de rejeição do fundamentalismo
O fundamentalismo tem sido estigmatizado por duas razões: 1- alguns cristãos fundamentalistas são fanáticos e afastam-se de outros cristãos de uma forma insensata e anti-bíblica; e 2- por causa do exemplo do fundamentalismo muçulmano, que apregoa que todos precisam adotar as mesmas roupas e costumes que Maomé adotou no século VII. Consagrados que são ao alvo islâmico de conquistar o mundo pela força, esses muçulmanos fundamentalistas são responsáveis por muitos dos atuais atos de terrorismo. Por conseqüência, também os cristãos fundamentalistas, cuja lei maior é o amor, são freqüentemente retratados com estas mesmas cores de fanatismo.
Um cristianismo de popularidade
Todos que desejam confiar e obedecer à Palavra de Cristo e que querem ser Seus verdadeiros discípulos (Jo 8.31-32), precisam estar prontos a permanecer sozinhos, como Daniel e seus amigos. Com medo de serem diferentes, muitos cristãos seguem a multidão. Famintos pelos louvores deste mundo, eles amam "mais a glória dos homens, do que a glória de Deus" (Jo 12.43). C.H. Spurgeon ficou virtualmente sozinho, abandonado mesmo pelos seus ex-alunos e amigos, quando foi censurado pela União Batista Britânica, por sua indisposição em tolerar a apostasia dentro daquele grupo. A. W. Tozer declarou, pouco antes de morrer: "por causa do que tenho pregado não sou bem recebido em quase nenhuma igreja na América do Norte." Que acusação contra aqueles pastores e igrejas!
Cristo advertiu: "Ai de vós, quando todos vos louvarem! porque assim procederam seus pais com os falsos profetas" (Lc 6.26). Ele afirmou que a verdadeira fé em Deus é impossível quando nós aceitamos "glória uns dos outros", e, contudo, não procuramos "a glória que vem do Deus único" (Jo 5.44). John Ashbrook escreve que o "novo evangelicalismo está determinado a impressionar o mundo com seu intelectualismo. Ele tem estado a buscar o respeito da comunidade acadêmica. Determinou ganhar glória nas fontes do ensino secular."(4) Carl Henry observou que "em conseqüência da crescente atitude de tolerância... a fé cristã foi embalada de forma a facilitar sua comercialização."(5)
O único inimigo do liberalismo é a firme adesão do fundamentalismo à autoridade e suficiência das Escrituras. D. Martyn Lloyd-Jones lamenta o fato de que muitos evangélicos mudaram de "pregar" para "compartilhar" a Palavra de Deus, o que sutilmente transfere a autoridade da Palavra de Deus para a experiência e opinião humanas.(6) Tal comprometimento, além de não ajudar o incrédulo a enxergar a luz; ainda o deixa mais cego. Essa tolerância estimula a resistência dos homens em se submeterem à autoridade de Deus. O liberalismo, inevitavelmente, endurece cada vez mais contra a verdade. Podemos ver isso atualmente em todo o mundo.
A tolerância quanto ao homossexualismo
A aceitação de homossexuais, em nome da tolerância e do liberalismo, tem produzido uma intolerância cada vez maior contra qualquer outro ponto de vista. O mundo inteiro, que por milhares de anos considerou o homossexualismo como antinatural e vergonhoso, agora está sendo forçado a abandonar tal convicção. Os homossexuais, que reivindicavam tolerância, têm se mostrado totalmente intolerantes na medida em que conquistam poder. Eles atacam com malícia, verbal e fisicamente, qualquer pessoa que queira manter uma opinião independente. O mundo tem sido coagido a garantir privilégios especiais aos homossexuais, apesar do estilo de vida "gay" ser cheio de práticas nocivas, levando à proliferação de doenças que ameaçam a sociedade em geral e reduzem pela metade a expectativa de vida das pessoas. A incurável AIDS, embora se propague em proporções epidêmicas, afetando inocentes e sendo fatal para todos que a contraem, é tratada com um sigilo perigoso e um status privilegiado, devido à sua penetração entre os homossexuais.
A tolerância quanto ao evolucionismo
Vemos a mesma intolerância nos evolucionistas que acusam os criacionistas de pensamento bitolado. A ciência deve promover a liberdade de investigar e aceitar os fatos. Mas, em nome da ciência, a teoria da evolução é ensinada às crianças nas escolas públicas como fato, enquanto as evidências contra ela são omitidas e a alternativa bíblica e racional da criação de Deus não é admitida nem considerada.
A situação na Rússia
Numa recente viagem a Rússia, um dos principais responsáveis pelo sistema educacional nos disse o seguinte: "Por setenta anos vimos os frutos da imposição dogmática de apenas uma opinião aos alunos. Estamos cheios disso e ansiosos para considerar as alternativas". O colapso do comunismo deixou um vácuo moral que a Rússia está tentando preencher com os ensinos da Bíblia. Paradoxalmente, as escolas da Rússia agora acolhem os mesmos ensinos morais e da criação que estão banidos das escolas americanas! Não podemos saber quanto tempo isso vai durar. A Igreja Ortodoxa Russa, intolerante e firmemente contrária ao Evangelho, está procurando retomar o monopólio da religião – e alguns evangélicos americanos estão cooperando com esse sistema anticristão. Oremos pela Rússia.
O "cristianismo" foi introduzido em 988 d.C. no país que mais tarde se tornou a Rússia, pelo príncipe Vladimir. Antes ele havia considerado o islamismo, já que suas vinte esposas não causavam problema para aquela "fé". Mas como o islamismo proíbe o álcool, ele acabou abraçando o "cristianismo" da Igreja Ortodoxa, onde o álcool corria livremente (muitos monges e sacerdotes bebem intensamente) e onde a opulência dos rituais tem um apelo misterioso. Ele decretou uma esposa como "oficial", mantendo as outras dezenove como concubinas, enquanto usava o álcool livremente. Foi assim que a Rússia "converteu-se" ao "cristianismo". Em 1988, o milésimo aniversário desse evento foi celebrado com pompa e ritual. Billy Graham esteve presente para trazer suas congratulações. Na ocasião, ele disse: "Sinto-me profundamente honrado em congratular-me com vocês nesta histórica e alegre ocasião em que se comemora o milésimo aniversário do batismo da Rússia, proporcionado pelo batismo do príncipe Vladimir, de Kiev..."(7)
A Igreja Ortodoxa, assim como o catolicismo romano, é inimiga jurada do Evangelho. Ela tem mantido o povo russo na escravidão e na superstição, ensinando-o a buscar nela a salvação, beijando seus ícones, pagando por orações e sacramentos. Embora rejeite o purgatório do catolicismo, ensina que, através de nossas orações, as almas podem ser resgatadas do inferno para o céu.
Visitamos, nas proximidades de Moscou, o centro da Igreja Ortodoxa, com seu seminário e muitas igrejas. Monges com quem falei explicaram que a morte de Cristo possibilitou a nossa entrada no céu, desde que fôssemos batizados, participássemos dos sacramentos e "vivêssemos o Evangelho". Para eles, a porta que Cristo abriu está no cume duma alta escada que precisamos subir pelos nossos próprios esforços, obedecendo à Igreja e auxiliados por ela.
Fui um dos preletores numa conferência em Moscou que atraiu pastores e membros de igrejas de toda a Rússia. Havia uma indisfarçável expectativa de que a Palavra de Deus fosse ensinada. Eu expus abertamente os ensinos e práticas não-bíblicas da Igreja Ortodoxa Russa que (como a Igreja Católica no Ocidente) perseguiu e assassinou multidões de verdadeiros cristãos. A Igreja Ortodoxa, que estabeleceu parceria tanto com os czares como com os comunistas que os sucederam, pressionou o presidente Yeltsin a favor da nova lei que suprime a liberdade religiosa (essa lei está sendo atualmente implementada em pequenas cidades fora de Moscou). Centenas de fitas de vídeo e de áudio de nossa conferência estão sendo distribuídas por toda a Rússia. Oremos para que dêem frutos!
Fundamentalismo é não negociar o inegociável
Como avisamos aos irmãos e irmãs da Rússia, o verdadeiro "crer no Senhor Jesus Cristo" para a salvação tem que ser uma profunda convicção e não apenas uma mera preferência. E esta corajosa convicção certamente será seguida de grande oposição e terrível violência da parte de Satanás e da carne. Lembrando que a eternidade nos espera em breve, jamais devemos trocar o eterno "muito bem, servo bom" de Deus pela aprovação dos homens nesta vida tão curta. A plenitude de vida, tanto agora como por toda a eternidade, tanto para nós mesmos como para as pessoas a quem temos a oportunidade e a responsabilidade de influenciar, depende desta verdade inegociável. (TBC 8/98 – publicado anteriormente em português no Jornal Fundamentalista – União Bíblica Fundamentalista – Cx. Postal 567 – 60001-970 FORTALEZA CE 0 ++ (85) 214-1412) - e-mail: fundamentalistas@bol.com.br

quinta-feira, 17 de julho de 2008

MISSÕES - UMA CONSEQUENCIA DA VIDA CRISTÃ

MISSÕES , UMA CONSEQUENCIA DA VIDA CRISTÃ
No Evangelho de João 17:18, Jesus em sua oração ao Pai Ele afirma: "Assim como me enviaste ao mundo, eu os enviei ao mundo." Temos neste versículo a real história sobre o que de verdade é missões. A palavra missões aparece duas vezes. Vem do latím "misio" que significa "enviar". Estar em missão, é ser enviado ou estar enviado por. E Jesus nos disse ali que não somente Ele está em missão, mas qualquer pessoa que se conecta com Ele se torna uma pessoa em missão.No texto do Evangelho de Marcos 2:1-11 (também em Mt. 9:1-8; Lc 5:17-26) , lemos a história de um grupo de pessoas que compreenderam o sentido de "estar em missão" . Diz o texto (v.3) que "vieram alguns a trazer-lhe um paralítico, carregado por quatro" para que Jesus o pudesse curar. Não podendo entrar na casa, eles subiram ao telhado e, rompendo o teto, baixaram a cama onde estava o paralítico aos pés de Jesus. Marcos nos diz (v. 5) que "Jesus, vendo-lhes a fé", primeiramente perdoa os pecados do paralítico e, mais tarde, devido ao questionamento dos escribas de que Ele não podia perdoar pecados (algo exclusivo de Deus), Jesus para demonstrar a eles "que o Filho do homem tem sobre a terra autoridade para perdoar pecados", ordena ao paralítico a tomar o seu leito e ir para sua casa.Ao ler este texto podemos enfocar somente em uma das idéias principais, que é a deidade de Cristo e o seu poder. Porém, lendo este texto à luz do texto de João 17, vemos que aquele grupo de pessoas que foram ter com Jesus compreenderam o sentido "de estar em missão". Ele entenderam que "missão" é uma conseqüência da vida cristã. Eles entenderam que é impossível ter encontrado a Jesus antes e não se tornar uma pessoa de missão. Que missões é uma tarefa levada pela Igreja que requer criatividade, ousadia e sacrifício.Três lições que podemos aprender:1. Missões requer unidade de visão (v. 1-3): É tão bom saber que Jesus, por meio do Espírito Santo, continua a pregar, ensinar e guiar a Igreja. Aqueles homens tinham uma meta: levar aquele paralítico a Jesus. Sabiam que seria necessário sacrificar algo (tempo, esforço físico, disponibilidade...). Missões é feito pela Igreja – neste caso "alguns" e TAMBÉM pelos comissionados "quatro deles" – (Nisso vieram alguns a trazer-lhe um paralítico, carregado por quatro – v. 3).2. Missões se faz com perseverança, criatividade e ousadia. (v. 4): Perseverança: "não podendo aproximar-se" – "removeram" (NVI). Criatividade: "removeram parte da cobertura do lugar" (NVI) As casas tinham uma espécie de terraço, geralmente tinham um escada ao lado para subir, eram feitaa de um tipo de material que, com um pouco de esforço, se podia romper. Ousadia: "OLHE PARA CIMA", busque maneiras diferentes, distintas, novas para levar as pessoas a Cristo. O "normal" seria passar pela porta, o natural seria buscar um "jeitinho" para chegar até Jesus, o normal seria continuar com nossos planos evangelisticos que há 100 anos funcionavam. OUSE! Olhe para cima, é de lá que nos vem toda a criatividade, é de lá que nos vem o que necessitamos para cumprir o que Ele nos disse que seria nossa tarefa, ou seja, a conseqüência de haver-lhE encontrado um dia em nossa vida.3. Missões se faz com fé (v. 5): Observem que a fé que Jesus elogia aqui é a de todos aqueles homens, incluindo o paralítico. Fé de que Jesus não desprezará nossos esforços. Fé para obedecer o que Ele nos mandou – "Ide" por todo o mundo. Fé – a certeza das coisas que se esperam, convicção de fatos que não se vêem. É Fé para ver o que Ele pode fazer e irá fazer através da nossa obediência. TORNE-SE UM CRISTÃO EM MISSÃO!

O MEDO

O medo, ou mais precisamente, o pânico é uma das doenças do nosso século. Muitas pessoas, levadas pelo pavor, não conseguem sequer sair de casa, assustadas com o que lhes venha a acontecer, especialmente, em relação à morte. Nesta lição, após definir o que seja medo e mostrar as suas causas e conseqüências, nos voltaremos à cura que a Palavra de Deus nos oferece a fim de que, como o mundo, não sejamos tomados pelo terror o assola.
1. O MEDO, SUAS CAUSAS E CONSEQUÊNCIASNa psicologia moderna, o “medo” é um sentimento caracterizado pela inquietação, falta de paz, desespero e insegurança. Tal sensação tem se manifestado de muitas maneiras, por meio de fobias – medos injustificados, e da síndrome do pânico – sensação irracional que pode levar o indivíduo ao isolamento em relação à sociedade. Esse tipo de medo, no entanto, pode ser identificado ainda nos tempos dos salmistas (Sl. 27.1-3; 121), pois aquele tempo, bem como o atual, era marcado pela violência e pelo terror (Sl. 55.4-6). No livro de Gênesis, após o pecado, Adão percebeu sua condição e teve medo: “Ouvi a tua voz soar no jardim, e temi, porque estava nu, e escondi-me.” (Gn. 3.10). A causa do medo, de acordo com o relato bíblico, é a forma como nos vemos pelos olhos dos outros, é o receio de como Deus nos verá. Por isso, estamos sempre tentando nos cobrir com folhas de figueira, na inútil tentativa de camuflar aquilo que realmente somos. O Deus de Israel já antecipara que caso aquele povo se distanciasse dEle, a conseqüência seria o sentimento de pavor (Lv. 26.36). A causa de todos esses medos modernos continua sendo a mesma, o homem encontra-se distanciado do Deus que o criou (Rm. 3.23).
2. O HOMEM DIANTE DA MORTEA morte é o maior dos temores do homem dos tempos modernos. Conta-se que Satre, famoso filósofo existencialista, costumava dizer que teria forças para enfrentar a morte nos dias finais. Isso, todavia, não aconteceu, e, seus últimos dias foram de intenso pavor. Ao ser perguntado a respeito da falta da causa de seu pânico em relação à morte, o filósofo respondeu que não tinha esperança, porque essa carecia de um fundamento. Os cristãos, diferentemente dos materialistas e dos existencialistas ateus, sabem que têm uma bendita esperança (I Ts. 4.13-17). Jesus trouxe à luz a imortalidade através do Seu evangelho (II Tm. 1.10). Por isso, quando esse tabernáculo humano se desfizer, receberemos, do Senhor, um corpo incorruptível, não mais sujeito às fragilidades temporais (II Co. 5.1). A meditação nessas verdades reveladas nos traz de volta a confiança, e repentinamente, o medo da morte se esvai, e sobrenaturalmente, podemos vê-la a partir do prisma do Senhor (Sl. 116.15; Ap. 21.4). Percebemos, então, que nada nos separará do amor de Cristo, nem mesmo a morte (Fp. 1.20; Rm. 8.38), e que, ao final, essa será definitivamente tragada pela vitória (I Co. 15.54). O poeta inglês John Donne, após vários anos de meditação sobre a morte, chegou a uma confortadora conclusão. Em versos diz: “Não te orgulhes, ó Morte, embora te hão chamado, poderosa e terrível, porque tal não és, já que quantos tu julgas ter pisado aos pés, não morrem, nem de ti eu posso ser tocado”. Com Donne, concordamos que a morte não pode tocar aquele cuja esperança repousa no Senhor da Vida. Ao ser vencida por Cristo, no ato da ressurreição, a morte perdeu o seu poder. Resta-nos, a partir de então, a agradável surpresa e a convicção de que “as coisas que o olho não viu, e o ouvido não ouviu, e não subiram ao coração do homem, são as que Deus preparou para os que o amam” (II Co. 2.9).
3. FÉ, A VITÓRIA QUE VENCE O MEDOApós refletir sobre o grande amor de Deus, o salmista afirmou com veemência: “o Senhor é a minha luz e a minha salvação; a quem temerei? O Senhor é a força da minha vida; de quem me recearei?” (Sl. 27.1), e, mais adiante, “O Senhor está comigo; não temerei o que me pode fazer o homem” (Sl. 118.6). O principal problema do medo é que ele nos fecha diante dos outros. Ele destrói a razão para a qual fomos criados, para ter relacionamentos, tanto com Deus quanto com o próximo. Quando nos entregamos ao medo, somos impulsionados a fugir de Deus e das pessoas. Tornamos-nos construtores de muros ao invés de edificadores de pontes. Venceremos o medo quando formos capazes de vencer a nós mesmos. A principal ameaça para nós é o nosso próprio egoísmo. Na passagem bíblica de I Jo. 4.18, o apóstolo Amado, aquele que esteve por longo tempo preso na ilha de Patmos, nos mostra a saída para o medo, diz ele: “No amor não há temor, antes o perfeito amor lança fora o temor; porque o temor tem consigo a pena, e o que teme não é perfeito em amor”. Em relação a Deus, é necessário, primeiramente, ter a convicção do seu imenso amor em Cristo, o qual morreu e ressuscitou para que tivéssemos vida e não mais temêssemos. O ser humano não precisa mais se esconder nas “folhas de figueira” dos paliativos humanos, em Cristo, o temor foi substituído pelo amor.
CONCLUSÃONenhuma condenação há para os que estão em Cristo Jesus. Em relação aos outros, devemos tomar a decisão de pôr o amor acima de qualquer pavor. Esse é o caminho para nos abrirmos aos relacionamentos. Se tivermos que ter medo de alguma coisa, deve ser o medo de não amar, pois se não amarmos, verdadeiramente, não conseguiremos viver, já que não há vida sem amor. Jamais devemos esquecer de que Deus é amor (I Jo. 4.8), e, nEle e com Ele, não temos o que temer, pois, definitivamente, nada nos separará do amor de Deus em Cristo Jesus (Rm. 8.35-39). Não esqueçamos que o Senhor é o nosso Pastor, portanto, ainda que passemos pelo vale da sombra da morte, não temeremos (Sl. 23.4).

HÁ DOIS CAMINHOS ESCOLHA UM

ANDAR SEGUNDO A ESCOLHA A Palavra de Deus ensina-nos que devemos fazer uma escolha entre dois caminhos. Esses dois caminhos estão diante de nós e foram colocados pelo próprio Deus. Eles são o caminho da vida e o caminho da morte, segundo consta no Livro de Jeremias 21:8. A vida representa o Cristo sendo vida para nós, homens pecadores. A morte significa o afastamento de Deus e das Suas coisas, tendo um viver guiado pelo inimigo de Deus. Em algum desses caminhos nós devemos estar.Ou você está na morte, ou está na vida. Analise o seu viver e você verá em que caminho você está. Se você não desfruta Cristo, não lê a Sua Palavra e não se esforça em buscá-Lo por meio da oração e da leitura da Bíblia, há grandes possibilidades de você não estar no caminho da vida. Afinal, vida significa o próprio Deus sendo transferido para dentro de nós.Entretanto, pode parecer muito fácil decidir entre esses dois caminhos. Eu posso simplesmente chegar diante de Deus e dizer para Ele que eu escolho a vida e abandono a morte. Claro que Deus se regozijará com essa sua decisão, mas será que somente essas palavras serão suficientes para que você tenha o Cristo vivo em você como vida? Será que essas simples palavras irão transformar o seu modo de viver, os seus pensamentos e suas atitudes? Essa simples oração irá transferir para dentro de você o próprio Deus e todas as coisas que dizem respeito ao Cristo vivo, o Filho de Deus? É claro que isso não irá acontecer. Uma simples escolha não deixará você uma nova pessoa. Não pense que a sua vida será transformada de uma maneira tão simples assim. Porque depois que você escolher um dos caminhos, você deve andar por ele.Como um exemplo disso, podemos examinar a vida dos discípulos do Senhor Jesus Cristo quando Ele veio para a terra salvar os homens. No evangelho de Mateus, 4:19 e 20, está registrado o chamamento dos primeiros discípulos. Nesta passagem está escrito: “Disse-lhes Jesus: Vinde após Mim, e eu vos farei pescadores de homens. Imediatamente eles deixaram as redes, e o seguiram.”. Este é um bom exemplo sobre como o Senhor nos manda escolher entre a vida e a morte. Naquele momento, Jesus estava oferecendo aos futuros discípulos o caminho da vida. Jesus Cristo disse: “Vinde após Mim”. Esse era o caminho da vida. Mas o versículo seguinte acrescenta que tais homens deixaram tudo o que estavam fazendo para trás e foram seguir Cristo.É isso o que você deve fazer. Quando é falado que você deve escolher entre a vida e a morte, saiba que isso não é o suficiente. Você, após escolher, deve andar segundo a escolha que você fez. Aqueles homens escolheram seguir Cristo e assim fizeram. Veja que uma atitude deve seguir a sua decisão. Palavras não bastam. Deus precisa que você aja segundo a sua decisão. Se você escolheu a vida, então você necessita buscar a vida, isto é, o próprio Deus, e vivê-La, viver segundo a Sua Palavra. Então, em primeiro lugar, tome a sua decisão. Após, ande segundo essa decisão. Se assim não for, serão apenas palavras vazias e você continuará no caminho da morte, longe de Deus.

quarta-feira, 16 de julho de 2008

CASAR NOS TEMPOS FINAIS ?

Pergunta: "Algumas pessoas têm aconselhado aos jovens cristãos que não se casem e aos casados que não tenham filhos neste mundo inseguro, uma vez que o Arrebatamento estaria próximo. Por isso, pergunto: (1) Faz sentido casar nos dias de hoje? (2) Sendo cristãos realistas, como podemos justificar a geração de filhos em um mundo tão cheio de guerras? Não questiono essas coisas apenas por mim mesmo mas pelo futuro dos filhos".Resposta: Alegramo-nos em vê-lo preocupado com o desenrolar dos tempos finais e esperando pelo Arrebatamento juntamente conosco! Você também apresentou questões muito práticas, o que nos leva a crer que ama ao Senhor de todo o coração e deseja segui-lO com fidelidade.Você pergunta se ainda é aconselhável casar ou estabelecer uma família nos dias de hoje. Não podemos responder simplesmente dizendo "sim" ou "não", pois essa é uma questão de direção pessoal. Foi o que disse o Senhor Jesus em Mateus 19.12: "Porque há eunucos de nascença; há outros a quem os homens fizeram tais; e há outros que a si mesmos se fizeram eunucos, por causa do reino dos céus. Quem é apto para o admitir admita."Paulo escreve a Timóteo, seu filho na fé, que nos últimos tempos alguns iriam apostatar da fé, por obedecerem a espíritos enganadores e a ensinos de demônios. Uma das características do engano religioso seria proibir o casamento (por favor, leia 1 Timóteo 4.1-3). Mesmo que Paulo tenha escrito acerca da angústia na carne que pode advir do casamento (veja 1 Coríntios 7.28) – principalmente quando não está firmado no Senhor e quando Jesus não é o centro do relacionamento! –, ele não ordena o celibato. Por isso, ninguém deveria fazê-lo agora! Paulo estava cheio do Espírito de Deus e conhecia muito bem a fraqueza humana, pelo que escreveu à igreja de Corinto: "mas, por causa da impureza, cada um tenha a sua própria esposa, e cada uma, o seu próprio marido" (1 Co 7.2). Ao terminar de falar sobre o matrimônio, ele disse: "E isto vos digo como concessão e não como mandamento" (1 Co 7.6).Quando a direção divina conduz uma pessoa solteira ao casamento, e esse geralmente é o caso, uma vez que foi Deus quem estabeleceu o matrimônio, em princípio um casal normal deve ter filhos, pois isso corresponde à vontade de Deus (Gn 1.27-28). Conforme o Salmo 127.3, os filhos são herança e galardão de Deus. Por outro lado, é bem evidente que não é tarefa fácil ter filhos e criá-los nos caminhos do Senhor em um tempo como o nosso. Hoje a autoridade dos pais é minada pelos mais variados meios. A família, como forma de vida planejada por Deus, é cada vez mais questionada. O engano e a sedução crescem em todas as áreas. Por isso, a tarefa de educar filhos é nobre e sagrada. Para realizá-la, os pais salvos por Jesus contam com a oração, que tem muito poder quando feita de todo o coração.Sem menosprezar os problemas e os desafios trazidos pelo casamento e pelos filhos – que, naturalmente, nem sempre trazem –, devemos estar conscientes de que as dificuldades também podem resultar em bênçãos. A comunhão familiar serve, por exemplo, para impedir que o egoísmo e o orgulho espiritual cresçam desmedidamente. Os membros de uma família não podem fazer ou deixar de fazer o que bem entendem, e o relacionamento entre pais e filhos e entre irmãos conduz ao conhecimento próprio, pois em certos momentos cada um de nós chega aos seus limites.Precisamos estar conscientes de que a crescente operação do espírito anticristão neste mundo causará um aumento de sofrimentos e angústias para os crentes. Por natureza queremos sempre nos esquivar de tudo que é negativo e que possa afetar nosso bem-estar. Das igrejas na Macedônia, entretanto, Paulo disse: "porque, no meio de muita prova de tribulação, manifestaram abundância de alegria..." (2 Co 8.2). Em outra passagem, ele afirma: "Porque a nossa leve e momentânea tribulação produz para nós eterno peso de glória, acima de toda comparação" (2 Co 4.17). Por essa razão, é vital que os filhos de Deus cultivem relacionamentos uns com os outros e se animem mutuamente a combater o bom combate da fé mesmo em tempos de adversidade!Seja qual for a direção de Deus para sua vida pessoal, desejamos que você deposite toda a sua confiança no Senhor – e você será muito abençoado!

sábado, 12 de julho de 2008

UM CAVALO DE TRÓIA ESCONDIDO NO PROJETO DE LEI 122/06






MANIFESTO DOS EVANGÉLICOS EM BRASÍLIAEM DEFESA DA LIBERDADE DE EXPRESSÃO AMEAÇADA PELO PROJETO DE LEI 122/06Um projeto embrulhado como elixir da defesa da diversidade, mas que traz em seu conteúdo uma ameaça à isonomia e à liberdade de expressão. Basta conferir cuidadosamente para perceber um cavalo de tróia camuflado em seu texto . Veja as fotos e depois o texto do porquê da manifestação evangélica realizada em Brasília, quarta-feira, na tarde do dia 25 de junho de 2008. João Cruzué - Blog Olhar Cristão.Fotógrafo: Marcelo JS Photo - CampinasFoto: Marcelo JS Photo Foto: Marcelo JS Photo Foto: Marcelo JS Photo Foto: Marcelo JS Photo Fotógrafo: Marcelo JS Photo - Campinas - marcelojsphoto@terra.com.brFoto: Fábio Rodrigues PozzebomFoto: Fábio Rodrigues Pozzebom Foto: Fábio Rodrigues PozzebomFoto: Fábio Rodrigues PozzebomFoto: Fábio Rodrigues PozzebomFoto Ed Ferreira Foto Ed FerreiraFoto Ed FerreiraPORQUE OS EVANGÉLICOS FIZERAM UM MANIFESTO EM BRASÍLIAno dia 25 de junho de 2008
Blog Olhar CristãoJoão Cruzué Escrevo este texto porque estou convicto de que há pessoas inteligentes, cartesianas, que interpretam e analisam bem um texto, embora não comunguem do nosso credo nem da mesma idiossincrasia. Eu sei que o medo e o ódio devem ser combatidos pois nunca trouxeram paz à humanidade e como cristão consigo identificar perfeitamente que nossa luta não é contra pessoas, pois que as amamos, mas contra uma nuvem escura que paira sobre a liberdade de expressão, um cavalo de tróia chamado de Projeto de Lei 122/06. É Por respeito a esses leitores que deixo aqui minha opinião, que não difere em substância da maioria dos evangélicos e de suas lideranças, ao classificar este projeto como uma ameça à liberdade de expressão.Evangélicos e católicos não odeiam pessoas homossexuais.Há uma razão para isto: Jesus Cristo, o fiador do Novo Testamento, sempre foi o advogado das pessoas "diferentes". Foi assim com Zaqueu, com a mulher samaritana, com Maria Madalena, com a mulher adúltera do Evangelho de João. Ele era, é, e será sempre a expressão do amor de Deus. Por falta de conhecimento muitos consideram Deus um carrasco ou um monstro. Onde está o erro desta idéa? Deus se manifestou entre os homens como Jesus. É este Deus que conheço: amoroso, perdoador, fiel, paciente, compassivo e misericordioso. Jesus é a imagem não distorcida de Deus. O comportamento de poucos e falsos seguidores não é uma premissa lógica para a compreender a idéia de Deus. Da mesma forma que Osama Bin Laden não está para o Islã.As atitudes da maioria dos crentes pauta-se pelo amor e respeito cristãos. Se Deus é amor, onde houver um cristão deve existir: respeito, comunicação, paciência, esperança e tolerância - que são os frutos do amor. Por causa de um conselho do apóstolo Paulo, posso inferir que no dia de amanhã possa eu estar caído da graça e em meu lugar um homossexual regenerado servindo a Deus. Este fato pode acontecer comigo, pois no vestibular de Deus duas matérias são eliminatórias: compaixão e misericórdia!Há pessoas crentes radicais? Sim! Como em qualquer outro segmento social. Se no passado alguns pastores evangélicos cometeram excessos e expuseram a vida íntima de pessoas, hoje percebo que a prudência e o respeito evoluiram e melhoraram entre eles. Cabe explicar que Igreja Evangélica brasileira, e toda sociedade, de certa forma ficaram miseravelmente sujeitas à influência de uma ditadura, que graças a Deus acabou. Se houve extremismo, hoje há moderação. Nunca li na grande mídia brasileira que crentes reunem-se para linchar gays. Isto acontece apenas em algumas novelas da Globo.Por que os evangélicos foram protestar em Brasília?Com certeza não foram para tirar o direito de escolha sexual de quem quer que seja, se nem Deus faz isto. O que está escrito na Bíblia não impede as pessoas de exercer o livre arbítrio, pois Deus não nos criou robôs ou "zumbis" mas seres humanos dotados de intelecto e vontade próprios. Os evangélicos foram a Brasília com o propósito de manifestar de forma pacífica e ordeira contra a ameaça da perda do direito constitucional de liberdade de expressão, não apenas deles como de toda a sociedade.Se uma pessoa homossexual tem o direito de expressar-se livremente e criticar a Bíblia, os crentes, os católicos - nós não queremos perder esse mesmo direito para fazer o contraponto. Se um projeto desses passasse, e o que vale na justiça é a letra da lei, qualquer pai, mãe, pastor ou padre, que abordarem em casa, na Igreja, no trabalho que a opção pelo homossexualismo é um pecado condenado pelas grandes religiões, correriam o risco de serem processados, condenado, presos por abordarem o assunto de acordo com suas consciências. Isto nos levaria ao erro de uma nova inquisição.Por isso, os crentes e também posso dizer os católicos, não têm nenhum desejo de linchar, machucar, matar, ferir homossexuais nem desrespeitar as escolhas e preferências sexuais de ninguém. Querem, sim, que a Constituição Brasileira continue assegurando a todos, indistintamente, o direito de criticar , e o direito integral à liberdade de expressão. Isto não é "homofobia", muito pelo contrário, chama-se Democracia!João CruzuéBlog Olhar Cristãocruzue@gmail.com
UM CONTRASTE AO PROJETO DE DEUS, E UMA VERGONHA PARA OS NOSSOS FILHOS E NETOS SE FOR APROVADO ESTE ARTIGO LEI 122/06 QUE AS AUTORIDADE TOMEM AS
DEVIDAS PROVIDÊNCIAS EM QUANTO É TEMPO. POIS VAI SE REPETIR COMO NO PASSADO SODOMA E GOMORRA, DE DEUS NINGUÉM SOMBA !






sexta-feira, 11 de julho de 2008

FAMÍLIA - PROJETO DE DEUS !










Uma boa raiz entre homem, mulher e filhos A família, criação de Deus, é a comunidade primária da raça humana. Ela antecede qualquer instituição, povo ou nação. Foi a célula primogênita da sociedade. Milênios se passaram e, junto com eles, muita coisa mudou no mundo. As mais diferentes culturas de todos os lugares do planeta sofreram grandes transformações ao longo de sua história. O mapa político e social dos continentes já mudou várias vezes. No entanto, os seres humanos continuam integrando-se em famílias.Um projeto tão bem elaborado e consistente quanto este não poderia ter surgido ao acaso ? e, mesmo que tivesse acontecido assim, dificilmente seria uma unanimidade. Por isso, não é difícil concluir que sua origem é divina. Deus é o Criador da família e, como tal, o único com autoridade e direito de decidir o que ela é, para que existe e como deve funcionar. A família só pode viver e se desenvolver normalmente se contar com a presença e a bênção de Deus. ?Se o Senhor não edificar a casa, em vão trabalham os que a edificam; se o Senhor não guardar a cidade, em vão vigia a sentinela? (Salmos 127.1).Apesar da boa raiz que a sustenta, a família sofre ataques constantes e mortais. O inimigo de nossas almas sabe que, destruindo os relacionamentos entre marido e mulher, pais e filhos, estará condenando à sociedade à morte. Por isso, a crise que vive a nossa geração focaliza-se principalmente nos lares. Assim como o primeiro pecado foi cometido dentro da família e atentou contra ela (Gênesis 3.6), também em nossos dias a maioria dos pecados se cometem no seio familiar.Nos lares, vivem-se tensões, contendas, discussões, injúrias, gritos, ofensas, ressentimentos, amarguras e até separações e divórcios. A família é o foco dos ataques de Satanás, que trama sem parar contra ela ? infelizmente, em diversas oportunidades, ele ainda conta com a colaboração de pais ou filhos para facilitar esta tarefa. As evidências desta ofensiva diaból ica estão diante de nós: deterioração dos valores tradicionais, crescimento dos conflitos e um número crescente de separações em proporções alarmantes. E nós, o que estamos fazendo? Será que a Igreja tem algo a oferecer à nossa sociedade, alguma coisa que possa salvá-la? Há mesmo solução em Jesus Cristo para esta crise, como costumamos alardear, ou nosso discurso é ineficaz diante da morte de tantos lares? O Evangelho tem mesmo o poder de promover a ressurreição de tantas famílias das quais a vida fugiu? Se você me permite responder minha própria pergunta, afirmo enfaticamente que sim. Por acreditar que a deterioração da família deve-se ao fato de que a ordem de Deus para ela tem sido ignorada, abandonada e alterada por critérios humanos, também estou convencido de que contamos com recursos para a reconstrução dos lares:Orientação precisa da Palavra de DeusSomos muito privilegiados! Através de sua Palavra, Deus nos instrui sobre todos os aspectos da vida fa miliar. Seus ensinamentos são claros, simples, precisos e perfeitos (Salmos 19.7-9). E são para todas as famílias da terra, em todos os tempos.O poder transformador do Espírito Santo Mediante o Espírito Santo, temos em nós a força de Deus para sermos mudados, melhorados e aperfeiçoados até chegarmos a ser famílias saudáveis e santas, para a glória de Deus. O fruto do Espírito Santo (Gálatas 5.22-23), manifesto em nós, faz aflorar todas as virtudes necessárias para uma maravilhosa convivência familiar.A valiosa ajuda da comunidade cristãNa igreja, sempre encontraremos pastores e irmãos mais instruídos, a quem possamos recorrer em busca de sabedoria, conselho e orientação. Ademais, haverá ali famílias bem formadas que serão, para nós, exemplo e modelo valiosos, de quem podemos aprender e em quem podemos nos espelhar?Como Criador da família, Deus é o único com autoridade e direito de decidir o que ela é, para que existe e como deve funcionar?Queremos lares projetados por Deus. Queremos aprender a ser famílias que vivem a realidade do Reino de Deus aqui na terra, debaixo do senhorio de Cristo. ?(...) tendo por certo isto mesmo, que aquele que em vós começou a boa obra a aperfeiçoará até o dia de Cristo Jesus? (Filipenses 1.6). Creio, de todo o coração, que Deus nos aperfeiçoará até chegarmos a ser um povo com as características que o agradam: famílias sólidas, estáveis; solteiros que mantêm sua pureza; casais que convivem em harmonia e fidelidade; pessoas que vivem com a dignidade inerente a todo ser humano; pessoas diligentes, responsáveis, trabalhadoras, generosas e prontas para o serviço cristão, vivendo num ambiente de amor, ordem e paz.Apesar de conhecermos bem as ciladas do diabo ? tanto pelo que a Palavra de Deus nos ensina quanto por nossas experiências diárias?, não podemos incorrer no escapismo de culpar o inimigo por tudo que conspira contra o lar. É preciso lembrar que boa parte dos problemas enfrentados pela família ocorre em função das inabilidades humanas e da falta de disciplina em relação aos projetos do Senhor para as vidas de seus filhos. Penso que determinados obstáculos começam dentro da própria estrutura do lar. Ao identificá-los, assumi-los e, humildemente, colocá-los diante do Pai celestial, a família pode dar o primeiro passo para ver realizado o milagre da Ressurreição dentro da própria casa. Gostaria de refletir sobre alguns deles com você.Carência de propósitoMuita gente simplesmente não determina propósito algum para sua vida. Casa, trabalha, se esforça, adquire casas, tem filhos, mas não sabe bem para quê. Se perguntarmos à maioria dos noivos por que motivo pretendem casar, eles não saberiam dar uma resposta clara. São capazes de planejar os mínimos detalhes do casamento ? o vestido, a festa, a viagem, os móveis, a lista de convidados etc. ?, mas provavelmente jamais se fazem esta pergunta fundamental: ?Por que vou casar??. Esta falta de propósito leva muitos pais a crer que cumpriram seu dever em relação aos filhos se forem bons provedores de comida, roupa, moradia, saúde, educação, recreação etc. Não se dão conta de que, ainda que tudo isso seja necessário, não constitui precisamente o fundamental.Objetivos equivocadosA carência de um propósito claro para a família faz com que nos desviemos para os objetivos equivocados e façamos dos meios um fim, e do secundário, o principal:Ganhos materiais: o progresso material tem se transformado no objetivo principal de muitas famílias. A grande meta é o suposto ?conforto?. Perde-se a vida desejando e trabalhando para alcançar o desejado; depois, segue-se trabalhando para manter o alcançado. O pensamento está sempre atrás de alguma nova aquisição. Neste caso, as pessoas sacrificam e adiam a família por causa do lucro. ?E (Jesus) disse ao povo: Acautelai-vos e guardai-vos de toda espécie de cobiça; porque a vida do homem não consiste na abundância das coisas que possui? (Lucas 12.15).Gratificação pessoal e egoísta Há aqueles que se casam pensando somente em si mesmos. Seu objetivo não é dar, mas receber; não servir, mas ser servidos. E isto acontece no âmbito da vida material, na vida sexual e no tocante às responsabilidades familiares. A única garantia, porém, é a do fracasso do lar. Endeusamento da própria família: Alguns fazem da família um fim em si. Seu projeto pessoal de felicidade e conveniência converte-se na meta mais alta da vida familiar. Mesmo sem se dar conta, consideram Deus apenas um excelente meio para alcançar o bem-estar. Tais famílias vivem tão-somente preocupadas com sua própria fama e seu nome. Dedicam-se por inteiro à própria comodidade e ao prazer pessoal. Obtenção de benefíciosEste é o objetivo da maioria dos casamentos que se constituem, ainda que inconscientemente. É claro que há benefícios legítimos que Deus mesmo tem outorgado ao casamento, como a alegria de viver em companhia, o afeto, a felicidade, o deleite que proporciona o ato sexual, a alegria de pertencer a um núcleo familiar, a cobertura espiritual, a proteção, os filhos etc. A questão, porém, diz respeito a saber se é razoável fazer destes benefícios o propósito para a família. Mais adiante, durante o desdobramento deste texto, veremos que a resposta não é tão simples quanto parece. Diante de nossas limitações, não é difícil concluir que a família só pode experimentar a verdadeira vida plena se adotar os padrões de Deus como conduta e a glória do Senhor como objetivo. ?Porque dele, e por ele, e para ele, são todas as coisas; glória, pois, a ele eternamente. Amém? (Romanos 11.36). E há motivos de sobra para depositarmos no Pai nossa inteira confiança. Pense bem: Deus é o Criador da família. Ele criou todas as coisas, fez o homem e a mulher e os uniu em casamento. E instituiu o casamento para todas as gerações. Como Autor da vida, é Ele quem dá os filhos aos casais. Deus também é Dono da família. Tudo que foi criado pertence a Deus. Portanto, a família lhe pertence. ?Do Senhor é a terra e a sua plenitude; o mundo e aqueles que nele habitam? (Salmos 24.1).Sendo o Criador, o Dono e o Sustentador da família, é natural que o Pai celestial tenha um propósito para ela, assim como ele reserva um plano para todas as criaturas e para o universo, como um todo. Isto significa que também para os lares o Senhor traçou uma meta. ?(...) nele (...) também fomos feitos herança, havendo sido predestinados conforme o propósito daquele que faz todas as coisas segundo o conselho da sua vontade? (Efésios 1.11). Nem sempre a idéia de submeter a família ao plano de Deus agrada. Há quem prefira determinar os próprios rumos, desprezando a vontade e a autoridade que o Senhor exerce em amor. No entanto, quando nos conscientizamos de que a família existe para a glória daquele que a criou, a conseqüência natural é a felicidade e o bem-estar ? que constituem os acréscimos, não o propósito central. O fim supremo da família é a glória de Deus. ?Mas buscai primeiro o seu Reino e a sua justiça, e todas estas coisas vos serão acrescentadas? (Mateus 6.33). Entender este propósito de Deus para a família é fator fundamental para a compreensão da importância de mantê-la viva ? afinal, a grande mensagem da Ressurreição é a vida. Há perguntas cuja resposta é crucial para a saúde do lar. Para que Deus instituiu o casamento? Por que deu uma esposa a Adão? Para que fez homem e mulher uma só carne? Deus tem um propósito eterno: desde antes da fundação do mundo, determinou ter uma família com muitos filhos se melhantes a seu Filho Jesus. ?Porque aqueles que antes conheceu, também os predestinou para que fossem feitos conforme à imagem de seu Filho, para que Ele seja o Primogênito entre muitos irmãos? (Romanos 8.29).? Boa parte dos problemas enfrentados pela família ocorre em função da falta de disciplina em relação aos projetos do Senhor para as vidas de seus filhos? Como também nos elegeu nele antes da fundação do mundo, para sermos santos e irrepreensíveis diante dele em amor; e nos predestinou para sermos filhos de adoção por Jesus Cristo, para si mesmo, segundo o beneplácito de sua vontade? (Efésios 1.4-5). A família existe em função do propósito eterno de Deus, para cooperar com sua realização. Deus quer ser pai de uma grande família. Malaquias afirma o propósito de Deus ao fazer do homem e da mulher ?uma só carne?, quando diz: ?E não fez Ele somente um, ainda que lhe sobejava espírito? E por que somente um? Não é que buscava descendência piedosa?"Portanto guardai-vos em vosso espírito, e que ninguém seja infiel para com a mulher da sua mocidade? (Malaquias 2.15). Não foi Adão quem quis ter uma família, mas Deus deu aos homens a capacidade de se multiplicar e ter filhos. E aprouve a Deus gerar, a partir desta descendência, muitos homens e muitas mulheres que se tornaram filhos por meio de Jesus Cristo. ?Disse mais o Senhor Deus: Não é bom que o homem esteja só; far-lhe-ei uma ajudadora que lhe seja idônea? (Gênesis 2.18). Deus não deu ao homem uma simples companheira, mas uma ajudadora idônea, para que neles e através deles pudesse realizar seu plano.Tenha sempre isto em mente: a família foi programada para Deus para cooperar com o propósito eterno do Senhor. E assim como a sepultura não foi capaz de impedir a realização deste propósito, também a família pode viver ainda hoje o milagre da Ressurreição.