sexta-feira, 31 de outubro de 2008

SALVAÇÃO É UM ATO DE DEUS - JAMAIS UM PROCESSO


SALVAÇÃO É O ATO DE DEUS
Ato é uma ação de Deus em transferir o direito ao pecador de gozar e participar ao mesmo tempo, a experiência da salvação de sua alma e o perdão de seus pecados. O ato de Deus na salvação do pecador é imediato e eterno.
Lemos na Palavra de Deus que todo aquele que crê em Cristo é salvo. "Crê no Senhor Jesus Cristo e serás salvo," At. 16:31. Isto não inclui o crer vulgar. Geralmente as pessoas crêem em alguma coisa, mas até os demônios crêem e estremecem. "Tu crês que há um Deus; fazes bem. Também os demônios crêem e estremecem." Tiago 2:19. Constatamos assim a inutilidade de uma mera crença e não da fé que é o resultado do Novo Nascimento do Espírito Santo, e que é uma exclusividade de Deus, sem as obras da lei. A Palavra de Deus diz em Efés. 2:8-9: "Porque pela graça sois salvos, por meio da fé; e isto não vem de vós; é dom de Deus. Não vem das obras, para que ninguém se glorie."
Eis o que Cristo afirmou categoricamente ao declarar ser o Filho de Deus e igual ao Pai: "Na verdade, na verdade vos digo que quem ouve a minha palavra, e crê naquele que me enviou, tem a vida eterna, e não entrará em condenação, mas passou da morte para a vida." João 5:24. O pecador recebe imediata e instantaneamente a salvação de sua alma e o perdão de seus pecados, no momento em que crê em Cristo como seu Salvador pessoal.
No caso da salvação de Zaqueu, a Bíblia emprega a palavra hoje , que quer dizer, o dia em que ele do alto de uma árvore, antes que avistasse Jesus, ficou surpreso ao ouvi-lo dizer: "Zaqueu, desce depressa, porque hoje convém pousar em tua casa," Luc. 19:5. Subiu na árvore o Zaqueu perdido; desceu outro Zaqueu; salvo, alegre, hospitaleiro expansivo.
Na carta aos Hebreus em 13:7-8, deparamo-nos com a advertência divina: "Portanto, como diz o Espírito Santo, se ouvirdes hoje a sua voz, não endureçais os vossos corações?" Novamente se refere à palavra hoje, nunca ao dia de manhã, pois ele não nos pertence.
Quando o carcereiro de Filipos perguntou a Paulo e Silas: "Senhores, que é necessário que eu faça para me salvar?" Paulo e Silas responderam: "Crê no Senhor Jesus Cristo e serás salvo, tu e a tua casa." At. 16:31. O carcereiro creu, aceitando Jesus naquele momento, e foi salvo, sem a menor exigência de boas obras nem batismo. A resposta de Paulo e Silas foi autoritária, não admitindo dúvidas. Eles não disseram "Talvez." Por que? Porque a salvação é pela fé na pessoa de Jesus Cristo.
SALVAÇÃO NÃO É UM PROCESSO
Processo significa uma seqüência, cujos acontecimentos exigem mais tempo, precisando de uma análise cuidadosamente estudada. Processos há que contém resmas e mais resmas de papel; alguns engavetados há décadas.
Ouvi em certa ocasião um ministro falar, por meio de uma aparelhagem de som, convidando as pessoas que estivessem interessadas em ser salvas, e a dirigirem a sua igreja, afirmando que lá havia salvação. Tive a oportunidade de falar com várias pessoas, membros daquela igreja, as quais afirmaram saber algo sobre a salvação somente após a morte; nesta vida pode-se ser salvo dos vícios e pecados, foi o que disseram.
Outros há que alimentam a possibilidade da salvação de seus adeptos no cumprimento de todos os deveres determinados pelo ministro, chegando a afirmar até, que fora daquela igreja não há salvação.
Caro leitor, receba, pela fé, quem fez a salvação perfeita e completa agora. Jesus Cristo, que morreu derramando seu sangue precioso na cruz, a fim de salvá-lo. Jesus Cristo afirmou em João 8:24: "Por isso vos disse que morrereis em vossos pecados, porque se não crerdes que eu sou, morrereis em vossos pecados."
"Porque o salário do pecado é a morte, mas o dom gratuito de Deus é a vida eterna por Cristo Jesus nosso Senhor." Rom. 6:23, "Sendo justificados pela fé, temos paz com Deus, por nosso Senhor Jesus Cristo." Rom. 5:1.
"Portanto agora nenhuma condenação há para os que estão em Cristo Jesus, que não andam segundo a carne, mas segundo o Espírito." Rom. 8:1.
Crê no Senhor Jesus Cristo, agora mesmo, de todo o seu coração e será salvo eternamente!

quinta-feira, 30 de outubro de 2008

O TEMOR DO SENHOR

“Estes, pois, são os mandamentos, os estatutos e os juízos que mandou o SENHOR, vosso Deus, para se vos ensinar, para que os fizésseis na terra a que passais a possuir; para que temas ao SENHOR, teu Deus, e guardes todos os seus estatutos e mandamentos, que eu te ordeno, tu, e teu filho, e o filho de teu filho, todos os dias da tua vida; e que teus dias sejam prolongados.” Dt 6.1-2 Um mandamento freqüente ao povo de Deus do AT é “temer a Deus” ou “temer ao Senhor”. É importante que saibamos o que esse mandamento significa para nós como crentes. Somente à medida que verdadeiramente temermos ao Senhor é que seremos libertos da escravidão de todas as formas de temores anormais e satânicas. O SIGNIFICADO DO TEMOR DE DEUS. O mandamento geral de “temer ao Senhor” inclui uma variedade de aspectos do relacionamento entre o crente e Deus. (1) É fundamental, no temor a Deus, reconhecer a sua santidade, justiça e retidão como complemento do seu amor e misericórdia, i.e., conhecê-lo e compreender plenamente quem Ele é (cf. Pv 2.5). Esse temor baseia-se no reconhecimento que Deus é um Deus santo, cuja natureza inerente o leva a condenar o pecado. (2) Temer ao Senhor é considerá-lo com santo temor e reverência e honrá-lo como Deus, por causa da sua excelsa glória, santidade, majestade e poder (ver Fp 2.12). Quando, por exemplo, os israelitas no monte Sinai viram Deus manifestar-se através de “trovões e relâmpagos sobre o monte, e uma espessa nuvem, e um sonido de buzina mui forte” o povo inteiro “estremeceu” (Êx 19.16) e implorou a Moisés que este falasse, ao invés de Deus (Êx 20.18,19; Dt 5.22-27). Além disso, o salmista, na sua reflexão a respeito do Criador, declara explicitamente: “Tema toda a terra ao SENHOR; temam-no todos os moradores do mundo. Porque falou, e tudo se fez; mandou, e logo tudo apareceu” (Sl 33.8,9). (3) O verdadeiro temor de Deus leva o crente a crer e confiar exclusivamente nEle para a salvação. Por exemplo: depois que os israelitas atravessaram o mar Vermelho como em terra seca e viram a extrema destruição do exército egípcio, “temeu o povo ao SENHOR e creu no SENHOR” (ver Êx 14.31). Semelhantemente, o salmista conclama a todos os que temem ao Senhor: “confiai no SENHOR; ele é vosso auxílio e vosso escudo” (Sl 115.11). Noutras palavras, o temor ao Senhor produz no povo de Deus esperança e confiança nEle. Não é de admirar, pois, que tais pessoas se salvem (Sl 85.9) e desfrutem do amor perdoador de Deus, e da sua misericórdia (Lc 1.50; cf. Sl 103.11; 130.4). (4) Finalmente, temer a Deus significa reconhecer que Ele é um Deus que se ira contra o pecado e que tem poder para castigar a quem transgride suas justas leis, tanto no tempo como na eternidade (cf. Sl 76.7,8). Quando Adão e Eva pecaram no jardim do Éden, tiveram medo e procuraram esconder-se da presença de Deus (Gn 3.8-10). Moisés experimentou esse aspecto do temor de Deus quando passou quarenta dias e quarenta noites em oração, intercedendo pelos israelitas transgressores: “temi por causa da ira e do furor com que o SENHOR tanto estava irado contra vós, para vos destruir” (9.19). RAZÕES PARA TERMOS TEMOR DE DEUS. As razões para temer o Senhor vêm do significado do temor do Senhor. (1) Devemos temê-lo por causa do seu grande poder como o Criador de todas as coisas e de todas as pessoas (Sl 33.6-9; 96.4-5; Jo 1.9). (2) Além disso, o poder inspirador de santo temor que Ele exerce sobre os elementos da criação e sobre nós é motivo de temê-lo (Êx 20.18-20; Ec 3.14; Jn 1.11-16; Mc 4.39-41). (3) Quando nós nos apercebemos da santidade do nosso Deus, i.e., sua separação do pecado, e sua aversão constante a ele, a resposta normal do espírito humano é temê-lo (Ap 15.4). (4) Todos quantos contemplarem o esplendor da glória de Deus não podem deixar de experimentar reverente temor (Mt 17.1-8). (5) As bênçãos contínuas que recebemos da parte de Deus, especialmente o perdão dos nossos pecados (Sl 130.4), devem nos levar a temê-lo e a amá-lo (1Sm 12.24; Sl 34.9; 67.7; Jr 5.24). (6) É indubitável que o fato de Deus ser um Deus de justiça, que julgará a totalidade da raça humana, gera o temor a Ele (17.12-13; Is 59.18,19; Ml 3.5; Hb 10.26-31). É uma verdade solene e santa que Deus constantemente observa e avalia as nossas ações, tanto as boas quanto as más, e que seremos responsabilizados por essas ações, tanto agora como no dia do nosso julgamento individual.CONOTAÇÕES PESSOAIS LIGADAS AO TEMOR DE DEUS. O temor de Deus é muito mais do que uma doutrina bíblica; ele é diretamente aplicável à nossa vida diária, de numerosas maneiras. (1) Primeiramente, se realmente tememos ao Senhor, temos uma vida de obediência aos seus mandamentos e damos sempre um “não” estridente ao pecado. Uma das razões por que Deus inspirou temor nos israelitas no monte Sinai foi para que aprendessem a desviar-se do pecado e a obedecer à sua lei (Êx 20.20). Repetidas vezes no seu discurso final aos israelitas, Moisés mostrou o relacionamento entre o temor ao Senhor e o serviço e a obediência a Ele (e.g., 5.29; 6.2, 24; 10.12; 13.4; 17.19; 31.12). Segundo os salmistas, temer ao Senhor equivale a deleitar-se nos seus mandamentos (Sl 112.1) e seguir os seus preceitos (Sl 119.63). Salomão ensinou que “pelo temor do SENHOR, os homens se desviam do mal” (Pv 16.6; cf. 8.13). Em Eclesiastes, o dever inteiro da raça humana resume-se em dois breves imperativos: “Teme a Deus e guarda os seus mandamentos” (Ec 12.13). Inversamente, aquele que se contenta em viver na iniqüidade, assim faz porque “não há temor de Deus perante os seus olhos” (Sl 36.1-4). (2) Um corolário importante da conotação supra é que o crente deve ensinar seus filhos a temer ao Senhor, levando-os a abominar o pecado e a guardar os santos mandamentos de Deus (4.10; 6.1-2, 6-9). A Bíblia declara freqüentemente que “O temor do SENHOR é o princípio da sabedoria” (Sl 111.10; cf. Jó 28.28; Pv 1.7; 9.10). Visto que um alvo básico na educação dos nossos filhos é que vivam segundo os princípios da sabedoria estabelecidos por Deus (Pv 1.1-6), ensinar esses filhos a temerem ao Senhor é um primeiro passo decisivo. (3) O temor de Deus tem um efeito santificante sobre o povo de Deus. Assim como há um efeito santificante na verdade da Palavra de Deus (Jo 17.17), assim também há um efeito santificante no temor a Deus. Esse temor inspira-nos a evitar o pecado e desviar-nos do mal (Pv 3.7; 8.13; 16.6). Ele nos leva a ser cuidadosos e comedidos no que falamos (Pv 10.19; Ec 5.2,6,7). Ele nos protege do colapso da nossa consciência, bem como a nossa firmeza moral. O temor do Senhor é puro e purificador (Sl 19.9); é santo e libertador no seu efeito. (4) O temor do Senhor motiva o povo de Deus a adorá-lo de todo o seu ser. Se realmente tememos a Deus, nós o adoramos e o glorificamos como o Senhor de tudo (Sl 22.23). Davi equipara a congregação dos que adoram a Deus com “os que o temem” (Sl 22.25). Igualmente, no final da história, quando um anjo na esfera celestial proclama o evangelho eterno e conclama a todos na terra a temerem a Deus, acrescenta prontamente: “e dai-lhe glória... E adorai aquele que fez o céu, e a terra, e o mar, e as fontes das águas” (Ap 14.6,7). (5) Deus promete que recompensará a todos que o temem. “O galardão da humildade e o temor do SENHOR são riquezas, e honra, e vida” (Pv 22.4). Outras recompensas prometidas são a proteção da morte (Pv 14.26,27), provisões para nossas necessidades diárias (Sl 34.9; 111.5), e uma vida longa (Pv 10.27). Aqueles que temem ao Senhor sabem que “bem sucede aos que temem a Deus”, não importando o que aconteça no mundo ao redor (Ec 8.12,13). (6) Finalmente, o temor ao Senhor confere segurança e consolo espiritual indizíveis para o povo de Deus. O NT vincula diretamente o temor de Deus ao conforto do Espírito Santo (At 9.31). Por um lado, quem não teme ao Senhor não tem qualquer consciência da sua presença, graça e proteção (ver 1.26); por outro lado, os que temem a Deus e guardam os mandamentos dEle têm experiência profunda de proteção espiritual na sua vida, e da unção do Espírito Santo. Têm certeza de que Deus vai “livrar a sua alma da morte” (Sl 33.18,19)Fonte: Bíblia de Estudo Pentecostal

O JUSTO E SEU FRUTO

OS QUE ESTÃO PLANTADOS NA CASA DO SENHOR, FLORESCERÃO NOS ÁTRIOS DO NOSSO DEUS.NA VELHICE AINDA DARÃO FRUTOS; SERÃO VIÇOSOS E VIGOROSOS. SALMOS 92:13-14 O Fruto manifesta-se em todas as épocas da vida do Justo. Pois o Fruto do Justo é árvore de vida e o que ganha almas é Sábio. Pv.11:30 Jesus disse: Eu sou a videira verdadeira, e meu Pai é o agricultor. Todo ramo que, estando em mim, não der fruto, ele o corta; e todo o que dá fruto limpa. João15:1-2 Jesus continua: Eu sou a videira, vós, os ramos. Quem permanece em mim, e Eu, nele, esse dá muito fruto; porque sem Mim nada podeis fazer. João 15:5 O segredo é está ligado na videira verdadeira que é Jesus Cristo o nosso Senhor e Salvador. Sem Ele nada podemos fazer ! Nossa vida só é vida se estivermos com Jesus o Justo, e através dele nós tornamos Justos também. Quando a palavra de Deus fala do Justo, está falando de mim e de Você, que já entregamos a nossa vida para ser controlada por Jesus Cristo, pelo Espírito Santo de Deus. JESUS CRISTO nos escolheu para sermos a geração eleita, o sacerdócio real, a nação santa, o povo adquirido, para que anuncieis as virtudes daquele que vos chamou das trevas para a sua maravilhosa luz. 1Pe.2:9 NÃO FOSTES VÓS QUE ME ESCOLHESTES A MIM; PELO CONTRÁRIO, EU VOS ESCOLHI; A VÓS OUTROS E VOS DESIGNEI PARA QUE VADES E DEIS FRUTO, E O VOSSO FRUTO PERMANEÇA; A FIM DE QUE TUDO QUANTO PEDIRDES AO PAI EM MEU NOME, ELE VO-LO CONCEDA. João15:16. Deus quem nós escolheu e nos designou para darmos muitos frutos, que: aprendemos que o bom fruto vem do Senhor, e que se não estivermos Nele, não daremos frutos bons e nem permaneceremos na videira, seremos lançados para fora. Na falta de fruto podemos refletir em Mt.3:10 que diz: O Machado já está posto à raiz das árvores, e toda que não produz bom fruto, será cortada e lançada ao fogo. SOMOS CONHECIDOS PELOS NOSSOS FRUTOS Mt.7:16-20 diz: Pelos seus frutos os conhecereis. Colhem-se, porventura, uvas dos espinheiros ou figo dos abrolhos ? Assim, toda árvore boa produz bons frutos, porem a árvore ma produz frutos maus. Não pode a árvore boa produzir frutos maus, nem a árvore ma produzir frutos bons.Toda árvore que não produz bom fruto e cortada e lançada ao fogo. Assim, pois pelos seus frutos os conhecereis. ÁRVORES E SEUS FRUTOS Ou fazei a árvore boa, e o seu fruto bom, ou fazei a árvore ma, e o seu fruto mau; porque pelo fruto se conhece a árvore. Raça de víboras, como podeis vós dizer boas coisas, sendo maus ? Pois do que há em abundância no coraçao, disso fala a boca.O homem bom tira boas coisas do bom tesouro do seu coração, e o homem mau do mau tesouro tira coisas mas. Mas eu vos digo que de toda a palavra ociosa que os homens disserem hão de dar conta no dia do juízo. Porque por tuas palavras serás justificado, e por tuas palavras serás condenado. Mt.12:33-37 A boa árvore tem os frutos do Espírito Santo de Deus ! Que São : Amor, gozo, Paz, Longanimidade, benignidade, bondade, fé, mansidão, temperança. Gálatas 5:22 ( Porque o fruto do Espírito está em toda a bondade, e Justiça e Verdade); Efésios 5:9 Cheios dos frutos de Justiça, que são por Jesus Cristo, para glória e louvor de Deus. Filipenses 1:11 Portanto, ofereçamos sempre por Ele a Deus sacrifício de louvor, isto é, o fruto dos lábios que confessam o seu nome.Hebreus 13:15. Mas a sabedoria que vem do alto é, primeiramente pura, depois pacifica, moderada, tratável, cheia de missericórdiae de bons frutos, sem parcialidade, e sem hipocrisia. Tiago 3:17. Ora, o fruto da justiça semeia-se na Paz, para os que exercitam a Paz. Tiago3:18 Sede pois, Irmãos, pacientes até à vinda do Senhor. Eis que o lavrador espera o precioso fruto da terra, aguardando-o com paciência, até que receba a chuva temporã e serôdia. Tiago5:7. COMECE A DAR FRUTOS !COMECE A IDENTIFICAR SEUS FRUTOS !COMECE A CONHECER HÁ VOCÊ MESMO ATRAVÉS DE SEUS FRUTOS !VOCÊ É OU NÃO É DE DEUS ?OS SEUS FRUTOS PERMANECEM NA VIDEIRA ?ELE É A VIDEIRA VERDADEIRA E SEM ELE NADA PODEMOS FAZER, SEU NOME É JESUS CRISTO. REFLITA ENQUANTO É TEMPO !

terça-feira, 28 de outubro de 2008

FELICIDADES

Todos anseiam ser felizes. Ser feliz é o desejo mais profundo do coração humano. Por isso, na passagem do ano desejamos um Feliz Ano Novo uns aos outros. Quando alguém casa, desejamos felicidades para o futuro do casal. Alguém que se forma nos estudos também recebe os votos de felicidades para sua vida profissional.
Existem muitas coisas que "trazem felicidade" e que podem ter as mais diferentes formas: para o cavaleiro a felicidade deste mundo está no lombo de um cavalo. Se alguém escapou ileso de um acidente, costumamos dizer que ele "teve a felicidade de não se ferir". Quantos buscam sua felicidade no jogo, na loteria ou no esporte? Outros tentam alcançar a felicidade por meios artificiais. Recentemente lemos em uma revista:
A ânsia pela felicidade e por emoções fortes leva milhões de jovens a estenderem suas mãos para a droga Ecstasy. Mas depois da euforia vem a ressaca – física e emocional... A ânsia por felicidade, por sentimentos intensos e o contato com outras pessoas leva muitos jovens a consumirem a droga regularmente...
A busca da felicidade e da alegria de viver mostra com extrema clareza que o ser humano de modo geral é infeliz. Até as pessoas que parecem ter alcançado tudo o que este mundo pode oferecer em brilho e glória, muitas vezes dão provas de sua infelicidade. O mundo da música e do cinema fala de felicidade, amor e alegria, mas a vida de muitos artistas prova que eles próprios são tudo menos felizes. Todos falam de felicidade, mas tão poucos são felizes.
Onde reside a causa da infelicidade?
Sem Deus, seu Criador, o homem não consegue ser realmente feliz. Enquanto tentar viver longe de Deus, enquanto se esconder de Deus e tentar viver sua vida como se Deus não existisse, ele não conseguirá ser feliz de verdade. Lemos em Judas 16a: "Esses homens são exploradores constantes, eternos insatisfeitos..." (A Bíblia Viva). A causa de toda infelicidade está no pecado! Lemos na Bíblia: "...o pecado traz vergonha e desonra para uma nação" (Pv 14.34b, A Bíblia Viva).
Quanta infelicidade se origina em um caráter desconfiado ou infiel. Quanto sofrimento vem do egoísmo, porque cada um quer viver só para si. Mas quantos são infelizes por serem negligenciados, preteridos, desconsiderados pelos outros. E quantas pessoas vivem infelizes porque carregam uma culpa tão grande, um fardo tão pesado que os faz sucumbir. Davi reconheceu certa vez no Salmo 38: "Pois já se elevam acima da minha cabeça as minhas iniqüidades; como fardos pesados, excedem as minhas forças. Sinto-me encurvado e sobremodo abatido, ando de luto o dia todo. Estou aflito e mui quebrantado; dou gemidos por efeito do desassossego do meu coração. Bate-me excitado o coração, faltam-me as forças" (vv. 4,6,8 e 10a).
Não viver em comunhão com Deus, não ter perdão, ter de conviver com constante sentimento de culpa significa ser infeliz. O ser humano procura preencher esse vácuo se atirando nas aventuras mais extravagantes. Tenta fazer carreira, planeja sua vida até nos mínimos detalhes e busca segurança de todas as formas. Mas em seu coração continua infeliz. O príncipe Talleyrand, cujo patrimônio foi avaliado em 30 milhões de francos, escreveu na véspera de sua morte:
Eis que 83 anos se passaram! Quanta preocupação! Quanta inimizade! Quantas complicações! E tudo sem outro resultado a não ser uma grande inquietação quanto ao passado e uma profunda sensação de desânimo e desespero em relação ao futuro.
O que o ser humano precisa para a verdadeira felicidade?
Ele precisa de um relacionamento com Deus através de Jesus Cristo. Por essa razão o salmista diz: "Tu és o meu Senhor; outro bem não possuo."(Sl 16.2) Chamar a Jesus Cristo de meu Senhor, nisso reside a felicidade permanente. Por isso o salmista continua confessando: "Tu me farás ver os caminhos da vida; na tua presença há plenitude de alegria, na tua destra, delícias perpetuamente" (v. 11).
O caminho para uma vida plena de felicidade e alegria se chama Jesus Cristo e consiste naquilo que Ele realizou na cruz por nós, que é o perdão dos pecados. Outra passagem da Bíblia diz: "Bem-aventurado aquele cuja iniqüidade é perdoada, cujo pecado é coberto. Bem-aventurado o homem a quem o Senhor não atribui iniqüidade" (Sl 32.1-2a). Exatamente para isto Jesus veio a este mundo, morreu na cruz, foi sepultado e ressuscitou dos mortos, para nos colocar outra vez em comunhão com Deus pelo perdão dos pecados. Existe um hino que exprime isso de maneira muito acertada: "Vivo feliz pois sou de Jesus..."
Um hindu muito rico buscava a paz:
Ele se banhava no rio sagrado, fazia peregrinações estafantes – seu coração continuava sem paz. Até que um missionário lhe mostrou a cruz. Aí ele exultou: "Sorvi a mensagem como mel. Agora cheguei ao alvo de todo o meu anseio." (W. B. em "Spuren um Kreuz").
Viver em comunhão com Deus significa ser feliz. Jesus Cristo diz a todos os que crêem nEle: "Deixo-vos a paz, a minha paz vos dou; não vo-la dou como a dá o mundo. Não se turbe o vosso coração" (Jo 14.27b). O que Jesus conquistou na cruz para nós vai muito além daquilo que o mundo poderia nos oferecer. Ele nos trouxe a paz de Deus, perdão dos pecados e vida eterna. Quem vem a Ele e nEle crê recebe uma paz de espírito que não se acaba quando chegam dias difíceis, e que nos dá segurança para o futuro, porque o próprio Senhor é o nosso futuro.
A felicidade que Jesus nos dá não é um constante "andar nas nuvens", uma contínua sensação de bem-estar, livre de todos os desconfortos, mas é a certeza de estarmos abrigados nEle. Seguindo a Jesus, um filho de Deus não é poupado de todos os sofrimentos. Mas a felicidade não consiste exatamente em sabermos que, no meio de todo sofrimento, no meio de toda angústia estamos ancorados em Jesus Cristo? Que nEle temos uma esperança viva e que o sofrimento jamais é o fim, e sim, a vida com Jesus; vê-lO um dia e estar com Ele por toda a eternidade?! A Bíblia diz: "Muitas são as aflições do justo, mas o Senhor de todas o livra" (Sl 34.19). Todo aquele que se tornou propriedade de Jesus não precisa sucumbir quando vem o sofrimento. Todo filho de Deus tem uma esperança viva que o sustém. E no final, todo verdadeiro cristão estará livre do todo sofrimento e verá ao Senhor Jesus assim como Ele é.
Por isso o Salmo 1.1 diz sobre a verdadeira felicidade: "Como é feliz o homem que não vai atrás da opinião das pessoas desligadas de Deus" (A Bíblia Viva). E o Salmo 34.9 nos anima: "Se você pertence ao Senhor, ame e obedeça a Ele; para quem faz isso nada falta" (A Bíblia Viva).

MATEUS 5:19

“Qualquer, pois, que violar um destes mandamentos, por menor que seja, e assim ensinar aos homens, será chamado o menor no reino dos céus; aquele, porém, que os cumprir e ensinar será chamado grande no reino dos céus”. (Mt 5.19)A pergunta que surge diante do texto exposto é “como pode alguém ser grande ou pequeno no reino dos Céus?” É essa pergunta que tentaremos responder nesse breve escopo.A quais Mandamentos o texto se refere? Pelo contexto do capítulo 5 vemos que Jesus está se referindo aos mandamentos da Lei. É preciso salientar que o contexto mostra que essa Lei não é uma referência aos Dez Mandamentos como querem os Adventistas e judaizantes cristãos. Jesus não citou apenas os mandamentos do decálogo. Antes, referiu-se a somente três deles. A saber: versículos 21, 27 e 33. Os demais mandamentos não fazem parte do decálogo. No versículo 38, Jesus trata da questão do “olho por olho”, assunto que se encontra também em Levítico 24.20. No versículo 43, Cristo fala a respeito do “amor ao próximo”, o que também pode ser constatado em Levítico 19.18. Ao abordar sobre a Lei, Jesus referia-se aos cinco livros de Moisés, ou seja, o Pentateuco (Mt 7.12; 11.13; 22.40; Lc 16.16, 29,31).Nessa abordagem, o que percebemos nas conjecturas de Jesus, é que os aspectos cerimoniais e tipológicos da Lei foram claramente abolidos quando Jesus, nosso cordeiro pascal (I Co 5.7), cumpriu os tipos e predições dessa Lei quanto à sua primeira vinda (cf. Hb 7-10). Nesse sentido, Jesus claramente aboliu os aspectos cerimoniais e tipológicos da Lei, não destruindo-a, mas cumprindo-a. Jesus tornou-se o fim da mesma (Rm 10.4, II Co 3.14) - Logo, a Lei com seus ritos já passou e uma nova Lei (Apesar de não ser nova) estabeleceu-se. Essa Lei é extraída do princípio moral contido nos mandamentos do VT, ela se expressa num contexto diferente, a saber, num contexto que não é teocrático judaico, mas pessoal e universal. A Nova Aliança tem uma cosmovisão de Lei que lhe é peculiar e próprio a qual podemos classificar de – LEI DE CRISTO OU A LEI DO ESPÍRITO (Rm. 8.2; ICo 9.21; Gl 6.2; Rm 3.27). É por essa Lei e no cumprimento desses Mandamentos que nós vivemos e exercemos a graça de sermos verdadeiros Cristãos. Os cristãos hoje não mais se acham debaixo dos “10 Mandamentos” ou “613 Mandamentos” da Torá, mas debaixo da Lei de Cristo e por ela vivem. O Reino dos CéusO Dr. J. Davis diz o seguinte sobre o Reino dos Céus: “O reino dos céus vem a ser a ‘Igreja invisível’ - É a república dos filhos de Deus” (Cf. Mt 13.24, 31, 33, 44, 45; Mc 4.11, 26, 30; Lc 14.15; 17.20). ¹Grande e pequeno no ReinoOs que interpretam erroneamente e assim ensinam, levam outros inocentes a errar por seus ensinos desprovidos de conteúdo claro e fidedigno – assim, apesar de servos de Cristo, pessoas estariam no Reino, mas sem desfrutar de todos os benefícios do amor de Deus devido a um ensino equivocado da Graça de Cristo. Quem não aprende e entende corretamente o ensino da Graça, torna-se um cristão sem riqueza de conteúdo, vivem secos e sem vida. No Reino de Cristo, homens como aqueles antigos mestres do judaísmo – que eram radicais no ensino da legalidade - teriam pouca importância, em contraste com a posição antes ocupada – os adoradores não seriam presos ao Templo e nem às legalidades sacerdotais (Jo 4.23,24, Hb 7.12). O cristão tem a obrigação de compartilhar corretamente a sua fé e explicitar com amor e mansidão a todos que lhe pedirem o motivo da sua esperança (I Pe 3.15). É assim que um crente em Jesus torna-se grande no Reino. O apóstolo Paulo parece ensinar a mesma coisa em I Co 3.13-15: “... manifesta se tornará a obra de cada um... se permanecer a obra de alguém... receberá galardão... se queimar, sofrerá o dano... será salvo, todavia, como que através do fogo”. A medida da nossa fidelidade a Deus, aqui, determinará a medida da nossa recompensa no céu. O serviço e ensino bem feito, segundo o beneplácito de Deus, merecem galardão dado pelo Pai eterno – “Portanto, meus amados irmãos, sede firmes e constantes, sempre abundantes na obra do Senhor, sabendo que o vosso trabalho não é vão no Senhor” (I Co 15.58).

quarta-feira, 22 de outubro de 2008

O NATAL QUE AINDA TEM QUE ACONTECER


Vê-lo-ei, mas não agora; contemplá-lo-ei, mas não de perto; uma estrela procederá de Jacó, de Israel subirá um cetro que ferirá as têmporas de Moabe e destruirá todos os filhos de Sete" (Nm 24.17).O duplo cumprimento do NatalO primeiro cumprimento do Natal aconteceu há 2.000 anos, quando Jesus nasceu na estrebaria em Belém. O segundo e principal Natal acontecerá quando Ele voltar e estabelecer o Seu reino sobre toda a terra. Esses dois acontecimentos historicamente distintos foram vistos pelos profetas como um só acontecimento.1. MiquéiasEsse profeta viu o desenrolar cronológico do primeiro e do segundo Natal: "E tu, Belém Efrata, pequena demais para figurar como grupo de milhares de Judá, de ti me sairá o que há de reinar em Israel, e cujas origens são desde os tempos antigos, desde os dias da eternidade" (Mq 5.1). Aqui Miquéias fala do primeiro Natal, que trouxe a salvação a todo o mundo, e que aconteceu em Belém. Mas Jesus já reina em Israel? Não, isso ainda está por acontecer. Antes acontece o que está escrito em Miquéias 5.3: "Portanto, os entregará até ao tempo em que a que está em dores tiver dado à luz; então o restante de seus irmãos voltará aos filhos de Israel." Esse acontecimento se situa entre o primeiro Natal, que já aconteceu, e o segundo Natal, que ainda vai acontecer. Israel foi deixado de lado, espalhado pelo mundo inteiro. Até quando? Até que chegou o tempo da sua restauração, até seu novo nascimento como nação em 14 de maio de 1948. Desde então os judeus voltam do mundo todo para Israel. E esse é prólogo para o segundo e perfeito Natal: "Ele se manterá firme e apascentará o povo na força do Senhor na majestade do nome do Senhor, seu Deus; e eles habitarão seguros, porque agora será ele engrandecido até os confins da terra" (Mq 5.4). Aqui vemos Israel e o mundo todo debaixo do Seu domínio, e Ele habitará no meio de Seu povo. E já que Deus, o Senhor, conduz de volta para casa os judeus de todo o mundo, a volta de seu Messias, o Senhor Jesus Cristo, deve estar próxima.Assim como o primeiro Natal em Belém significou a salvação para as nações, o segundo Natal trará a salvação para Israel.Entre o primeiro e o segundo Natal se encontra o tempo da Igreja de Jesus.2. BalaãoA profecia de Balaão também se refere a esse duplo cumprimento: "Vê-lo-ei, mas não agora; contemplá-lo-ei, mas não de perto; uma estrela procederá de Jacó, de Israel subirá um cetro que ferirá as têmporas de Moabe e destruirá todos os filhos de Sete" (Nm 24.17). Com certeza é esclarecedor o fato de Balaão ter visto duas coisas que apontam em direção ao Senhor Jesus: a) a estrela de Jacó e b) o cetro de Israel.a) A "estrela que procederá de Jacó" é, segundo meu entendimento, uma alusão à primeira vinda de Jesus em Belém, quando veio às nações para nos trazer a salvação. Foi por isso que gentios, os sábios do Oriente (um símbolo das nações), viram a estrela e vieram a Belém: "Tendo Jesus nascido em Belém da Judéia, em dias do rei Herodes, eis que vieram uns magos do Oriente a Jerusalém. E perguntavam: Onde está o recém-nascido Rei dos judeus? Porque vimos a sua estrela no Oriente e viemos adorá-lo. E, vendo eles a estrela, alegraram-se com grande e intenso júbilo. Entrando na casa, viram o menino com Maria, sua mãe. Prostrando-se, o adoraram; e, abrindo os seus tesouros, entregaram-lhe suas ofertas: ouro, incenso e mirra" (Mt 2.1-2,10-11). Aqui o Salvador é descrito de maneira maravilhosa, Ele que veio para nós – os gentios – para nos salvar, como "estrela de Jacó", pois a salvação vem dos judeus (Jo 4.22b).b) O "cetro que subirá de Israel", que "ferirá as têmporas de Moabe e destruirá todos os filhos de Sete", é uma alusão ao segundo Natal – a volta do Messias Jesus Cristo para Israel. Pois quando Ele voltar, destruirá todos os inimigos de Israel e regerá com cetro de ferro.3. A revelação de Jesus CristoReger as nações com cetro de ferro é mencionado em Apocalipse 12.5: "Nasceu-lhe, pois, um filho varão, que há de reger todas as nações com cetro de ferro. E o seu filho foi arrebatado para Deus até ao seu trono."a) "Nasceu-lhe... um filho varão..." é mais uma alusão à primeira vinda de Jesus, ao primeiro Natal, quando Israel (= a mulher com uma coroa com doze estrelas, Ap 12.1) nos trouxe Jesus.b) Mas o texto continua: "...há de reger as nações com cetro de ferro." Isso aponta para a volta de Jesus a Israel, aludindo ao segundo Natal. "" profundidade da riqueza, tanto da sabedoria como do conhecimento de Deus! Quão insondáveis são os seus juízos, e quão inescrutáveis os seus caminhos!" (Rm 11.33). O significado do segundo Natal, ainda por acontecer, de Israel1. O Rei dos Reis volta e leva Israel à salvação plena, prometida anteriormente por EleIsso se expressa em uma bênção tripla que Balaão foi obrigado a proferir há milhares de anos sobre Israel:a) "Como posso amaldiçoar a quem Deus não amaldiçoou? Como posso denunciar a quem o Senhor não denunciou? Pois do cume das penhas vejo Israel, e dos outeiros o contemplo: eis que é povo que habita só, e não será reputado entre as nações" (Nm 23.8-9).b) "Deus não é homem, para que minta; nem filho do homem, para que se arrependa. Porventura, tendo ele prometido, não o fará? ou, tendo falado, não o cumprirá? ...Não viu iniqüidade em Jacó, nem contemplou desventura em Israel; o Senhor seu Deus está com ele, no meio dele se ouvem aclamações ao seu Rei" (Nm 23.19,21).c) "Que boas são as tuas tendas, ó Jacó! Que boas são as tuas moradas, ó Israel! Como vales que se estendem, como jardins à beira dos rios, como árvores de sândalo que o Senhor plantou, como cedros junto às águas. Águas manarão de seus baldes, e as suas sementeiras terão águas abundantes; o seu rei se levantará mais do que Agague, e o seu reino será exaltado. Deus tirou do Egito a Israel, cujas forças são como as do boi selvagem; consumirá as nações, seus inimigos, e quebrará seus ossos, e, com as suas setas, os atravessará. Este abaixou-se, deitou-se como leão e como leoa; quem o despertará? Benditos os que te abençoarem, e malditos os que te amaldiçoarem" (Nm 24.5-9).2. Debaixo do reinado do cetro de Jesus Cristo, o próprio Israel dominará sobre todos os povosFoi o que o velho patriarca Jacó já previra e profetizara em sua bênção sobre Judá: "O cetro não se arredará de Judá, nem o bastão de entre seus pés, até que venha Siló; a ele obedecerão os povos" (Gn 49.10). Siló (herói) é o Messias vindouro, Jesus Cristo. Seu reinado, partindo de Judá, será tão grande que abrangerá o mundo todo. Assim Israel, através dEle, do Herói, se tornará o maior dentre as nações. Balaão já aludiu a isso quando disse em sua primeira bênção: "...eis que é povo que habita só, e não será reputado entre as nações" (Nm 23.9b). Não se pode comparar Israel com nenhuma outra nação da terra. Afinal, está escrito na Bíblia acerca da posição elevada que Israel ocupará um dia (e que não agrada nem um pouco aos anti-semitas cristãos): "Para, assim, te exaltar em louvor, renome e glória sobre todas as nações que fez, e para que sejas o povo santo ao Senhor, teu Deus, como tem dito" (Dt 26.19).3. Juízo sobre todos os povos e pessoas que amaldiçoaram IsraelO próprio Senhor, que segura o cetro, exercerá juízo sobre todos os que amaldiçoam a Israel (comp. Mt 25.33ss = a separação das ovelhas dos bodes). Por isso Balaão disse em sua terceira bênção: "Deus tirou do Egito a Israel cujas forças são como as do boi selvagem; consumirá as nações, seus inimigos, e quebrará seus ossos, e com as suas setas os atravessará. Este abaixou-se, deitou-se como leão e como leoa: quem o despertará? Benditos os que te abençoarem, e malditos os que te amaldiçoarem" (Nm 24.8-9). Moabe e Balaão tiveram de experimentar na própria carne o quanto Deus leva a sério esse assunto, e isso seja dito a todos os anti-semitas! Balaque, o rei moabita, queria mandar amaldiçoar Israel através de Balaão, mas não conseguiu. Acerca desse Moabe está escrito posteriormente que: "Nenhum amonita nem moabita entrará na assembléia do Senhor; nem ainda a sua décima geração entrará na assembléia do Senhor eternamente. Porquanto não foram ao vosso encontro com pão e água, no caminho, quando saíeis do Egito; e porque alugaram contra ti Balaão, filho de Beor, de Petor, da Mesopotâmia, para te amaldiçoar. Porém o Senhor, teu Deus, não quis ouvir a Balaão; antes, trocou em bênção a maldição, porquanto o Senhor, teu Deus, te amava. Não lhes procurarás nem paz nem bem em todos os teus dias, para sempre" (Dt 23.3-6). Balaão, que depois desses fatos conseguiu seduzir Israel a praticar adultério e idolatria, de fato sentiu no próprio corpo a maldição de Deus: "Também os filhos de Israel mataram à espada Balaão, filho de Beor, o adivinho, com outros mais que mataram" (Js 13.22). Balaão, como instrumento do Senhor, antes disso proferira ele próprio uma profecia e palavras de juízo sobre diversos povos que eram inimigos de Israel: moabitas, edomitas, amalequitas e queneus (Nm 24.14-25). Esses povos simbolizam os últimos reinos mundiais gentios que avançam sobre Israel, mas que serão julgados pelo Senhor quando Ele vier, e isso é mencionado em Números 24.7b,8b,14,17b. Nesse contexto Agague (o rei de Amaleque) simboliza profeticamente o anticristo e os outros povos simbolizam todos os outros inimigos anti-semitas.O perigo da seduçãoIsrael não podia ser amaldiçoado graças à sua posição diante de Deus, e tanto mais Balaão teve que abençoá-lo. Mas o que Balaão tinha condições de fazer, ele fez: ele seduziu Israel. Ele disse a Balaque, o rei de Moabe, mais ou menos o seguinte: "Não posso amaldiçoar a Israel, mas podemos seduzi-lo. Dou a você o seguinte conselho..." É sobre esse conselho perverso que lemos em Números 31.16: "Eis que estas, por conselho de Balaão, fizeram prevaricar os filhos de Israel contra o Senhor, no caso de Peor, pelo que houve a praga entre a congregação do Senhor." Em Números 25.1-3 e 6-9 podemos ler a descrição muito vívida das conseqüências terríveis que Israel teve de carregar por ter se deixado seduzir: "Habitando Israel em Sitim, começou o povo a prostituir-se com as filhas dos moabitas. Estas convidaram o povo aos sacrifícios dos seus deuses; e o povo comeu e inclinou-se aos deuses delas. Juntando-se Israel a Baal-Peor, a ira do Senhor se acendeu contra Israel. Eis que um homem dos filhos de Israel veio e trouxe a seus irmãos uma midianita perante os olhos de Moisés e de toda a congregação dos filhos de Israel, enquanto eles choravam diante da tenda da congregação. Vendo isso Finéias, filho de Eleazar, o filho de Arão, o sacerdote, levantou-se do meio da congregação, e, pegando uma lança, foi após o homem israelita até ao interior da tenda, e os atravessou, ao homem israelita e à mulher, ambos pelo ventre; então a praga cessou de sobre os filhos de Israel. Os que morreram da praga foram vinte e quatro mil."A respeito, quero salientar dois pontos fundamentais:1. Existe algo bem pior para filhos de Deus do que demonismo, coisas diabólicas e feitiçaria. Trata-se da seduçãoComo cristãos, não podemos mais ser amaldiçoados; a maldição e o feitiço não terão mais sucesso conosco, pois através de nossa posição em Jesus Cristo diante de Deus estamos perfeitamente santificados. Mas podemos ser seduzidos e podemos nos deixar seduzir – e com isso temos prejuízo e sofremos danos.a) Sedução à prostituiçãoEm Números 25.1 lemos: "Habitando Israel em Sitim, começou o povo a prostituir-se com as filhas dos moabitas." Existem tantas coisas que podem seduzir uma pessoa! Citemos apenas algumas: a leitura do livro errado, o programa de televisão errado, ouvir um CD errado, caminhar em um caminho errado, permanecer em companhia errada.b) Sedução à prostituição "espiritual"Tomemos apenas um único exemplo: Deus mostrou a você um lugar específico e incumbiu você de executar ali uma tarefa específica. Mas você fica olhando para outras coisas que são escolha sua e não de Deus. Quando você começa a olhar além dos limites impostos por Deus, não consegue realizar a tarefa que Deus lhe deu ou pelo menos não consegue realizá-la de maneira satisfatória.Quais são as coisas que atrapalham você e que o impedem de ler a Bíblia ou de orar mais? Que convites você aceita fazendo com que fique afastado da íntima comunhão com Jesus? Na verdade, a quem você serve? O que impede você de freqüentar regularmente os cultos e reuniões de oração? São argumentos realmente sérios e plausíveis, ou é apenas a indiferença de seu coração fazendo com que você seduza a si mesmo?c) O que seduziu você?Em Números 25.3 está escrito: "Juntando-se Israel a Baal-Peor, a ira do Senhor se acendeu contra Israel." E você, ajunta-se com que ou com quem? Seu coração se inclina para quê? Para coisas que o prejudicam, seduzem e o afastam do Senhor? O Novo Testamento se refere a essa história e diz em 1 Coríntios 10.8: "E não pratiquemos imoralidade, como alguns deles o fizeram, e caíram, num só dia, vinte e três mil."2. Como o pecado é terrível aos olhos de Deus e como devemos lidar com eleA respeito, leiamos mais uma vez a passagem de Números 25.6-8: "Eis que um homem dos filhos de Israel veio e trouxe a seus irmãos uma midianita perante os olhos de Moisés e de toda a congregação dos filhos de Israel, enquanto eles choravam diante da tenda da congregação. Vendo isso Finéias, filho de Eleazar, o filho de Arão, o sacerdote, levantou-se do meio da congregação, e, pegando uma lança, foi após o homem israelita até ao interior da tenda, e os atravessou, ao homem israelita e à mulher, a ambos pelo ventre; então a praga cessou de sobre os filhos de Israel." Essa atitude brutal e dura, humanamente falando, nos mostra o quanto Deus é santo e como o pecado é terrível para Ele. Por causa da prostituição e idolatria, Ele teve de trazer uma terrível praga sobre o povo de Israel que havia sido salvo, e nesse juízo morreram 24.000 pessoas. Depois disso Israel se dirigiu à tenda da congregação, ao Tabernáculo, reencontrando-se com Deus e derramando o sangue da expiação. Os israelitas se arrependeram e choraram diante do Senhor: "...enquanto eles choravam diante da tenda da congregação" (Nm 25.6b). Mas isso não bastava. A essa demonstração de arrependimento se somou a ação de Finéias, que foi radical com o pecado, pois traspassou o pecado com uma lança. Só a partir desse momento é que "...a praga cessou de sobre os filhos de Israel" (Nm 25.8b). Separar-se do pecado pode ser muito doloroso. Um menino do Congo disse certa vez a um missionário: "A Bíblia abre buracos no meu coração".Sempre que pecamos, podemos nos reencontrar com Deus através do sangue da reconciliação de Jesus Cristo, derramado na cruz do Calvário – existe perdão para nós! Mas para isso também é necessária uma ruptura radical com o pecado. Peça perdão ao Senhor – Deus tem prazer em nos perdoar. Mas também afaste de sua vida tudo aquilo que pode seduzi-lo ao pecado! Se você não fizer isso, será enredado sempre pelo mesmo pecado.Acerca dos que se tornaram crentes em Éfeso a Bíblia diz que: "Muitos dos que creram vieram confessando e denunciando publicamente as suas próprias obras. Também muitos dos que haviam praticado artes mágicas, reunindo os seus livros, os queimaram diante de todos. Calculados os seus preços, achou-se que montavam a cinqüenta mil denários" (At 19.18-19). Muitos filhos de Deus continuam a levar uma vida oprimida porque se arrependem e pedem perdão dos pecados, mas não largam de verdade o pecado. Mas você, vá e queime as suas revistas e livros, quebre suas fitas e CDs que o seduziram ao pecado! Evite qualquer caminho que possa levá-lo ao pecado!

DAS ÁGUAS AMARGAS PARA ÁGUAS DA VIDA

A caminho das águas amargas
É muito impressionante passear pelo deserto de ônibus com ar condicionado, ou mesmo fazer uma caminhada de algumas horas no deserto. Mas foi algo bem diferente quando um povo de vários milhões de pessoas, com suas crianças, seus animais e seus utensílios domésticos, andou pelo deserto durante três dias, padecendo com o calor, os perigos, a fome, a sede, o cansaço e a exaustão. É verdade que eles conseguiram escapar dos patrões egípcios que os mantinham como escravos e o exército egípcio foi "tragado de todo" pelo mar, como diz Hebreus 11.29. Em Êxodo 15.1 está escrito: "Então, entoou Moisés e os filhos de Israel este cântico ao Senhor, e disseram: Cantarei ao Senhor, porque triunfou gloriosamente; lançou no mar o cavalo e o seu cavaleiro." Que grande livramento foi esse milagre de Deus! Por detrás de Israel estava a poderosa e protetora mão de Deus, que afugentava os inimigos; sobre o povo de Israel estava a nuvem da glória que dirigia, conduzia e indicava a presença de Deus; diante dele estava a Terra Prometida que oferecia leite e mel – mas debaixo de seus pés só havia areia quente e pedras! Assim eles vaguearam pelo deserto de Sur e não encontraram água. As gargantas estavam secas, as crianças choravam, os animais berravam. Então, depois de três dias – e não foi uma miragem! – eles viram muita água. Com alegria e expectativa eles correram depressa para lá. Água! Água! Mas, que horror! Ela era muito amarga, um líquido intragável e venenoso. Todos gritaram: "Mara! Mara!" (= amargor!). Que dolorosa e amarga decepção! "Moisés, o que é isso? Tu nos guiaste até aqui para que morramos de sede?", gritaram as pessoas indignadas. "E o povo murmurou contra Moisés, dizendo: Que havemos de beber?" (Êx 15.24). Agora reinava a indignação e a raiva no meio daquela grande multidão sedenta. Até mesmo uma multidão disciplinada pode fugir ao controle quando é exigida além de suas capacidades. Mas nem ao povo escolhido de Deus, nem a nós é permitido fazer-Lhe a pergunta repreensiva: "Por que permites que teus filhos experimentem tanta frustração e amargura?!"
Nós cristãos também passamos por decepções de vez em quando, decepções por parte de pessoas ou de circunstâncias adversas. Como conseguimos nos arranjar com essas amargas frustrações? Como reagimos quando somos sacudidos e perdemos o rumo por falta de vigilância interior? Reagimos segundo a natureza do Cordeiro, de Jesus, que deveria ser também a nossa natureza, ou ficamos indignados? A amargura é uma erva daninha que procura nos sufocar, uma raiz que sempre procura se alastrar em nossas vidas. Mas em nós não deve acumular-se muita "água de amargura", pois quando ela fica represada em nosso íntimo, Satanás prontamente estará a postos transformando essa amargura em rebelião e ira. Ele, porém, não deve alcançar esse objetivo! "Atentando, diligentemente, por que ninguém seja faltoso, separando-se da graça de Deus; nem haja alguma raiz de amargura que, brotando, vos perturbe, e, por meio dela, muitos sejam contaminados", adverte-nos o Senhor em Hebreus 12.15. Quando falamos com amargura sobre outras pessoas, contaminamos os que estão ao nosso redor e nos tornamos culpados, pois pecamos. Jesus quer libertar-nos desse pecado! Quem não quer vencer ou abandonar a amargura em nome de Jesus, não precisa admirar-se quando fica melancólico e triste. Conheci pessoas que se afogaram no "lago da amargura". Mas na cruz de Jesus há poder para a vitória! Quem afirma que ao seguirmos a Jesus estamos livres de temores e decepções, está mentindo. Jesus disse: "No mundo passais por aflições; mas tende bom ânimo; eu venci o mundo" (Jo 16.33). Devemos reivindicar para nós essa vitória sobre a amargura em nome de Jesus, devemos tomar posse dela pela fé. O apóstolo Paulo, aprovado no discipulado de Jesus, testemunha: "...que, através de muitas tribulações, nos importa entrar no reino de Deus" (At 14.22). Andar no caminho estreito e penoso tem valor eterno, pois ele conduz ao alvo celestial: "Porque para mim tenho por certo que os sofrimentos do tempo presente não podem ser comparados com a glória a ser revelada em nós" (Rm 8.18), garante-nos Paulo. Um poeta lírico escreveu uma oração muito bonita, que também deve ser a nossa: "Faze com que eu me aquiete, meu Senhor e Deus. Que eu ouça somente a Tua voz na felicidade e na aflição. Estende Tuas mãos caridosas sobre meu caminhar, faze com que minha vista e meus pensamentos estejam direcionados somente para Ti".
Os caminhos de Deus não são os nossos caminhos
Por que Deus levou Seu povo pelo deserto, ao invés de conduzi-lo pelo caminho direto, plano e cômodo junto ao litoral, em direção à Terra Prometida? Encontramos uma primeira explicação em Êxodo 13.17: "Tendo Faraó deixado ir o povo, Deus não o levou pelo caminho da terra dos filisteus, posto que mais perto, pois disse: Para que, porventura, o povo não se arrependa, vendo a guerra, e torne ao Egito." Naturalmente Deus, que sonda os corações, conhecia Seu povo e sabia das suas limitações. Oxalá nós mesmos conheçamos nossas limitações! No deserto eles não tinham outra alternativa do que seguir a nuvem que ia adiante deles. Mas existem ainda duas explicações mais profundas porque o povo de Israel foi conduzido exatamente nesse caminho em sua jornada para a Terra Prometida. Encontramos uma delas em Isaías 60.16: "...saberás que eu sou o Senhor, o teu Salvador, o teu Redentor, o Poderoso de Jacó." Agora, nessa situação, o alvo de Deus era levá-los a conhecer esse Salvador e Redentor. Eles deveriam aprender a confiar nEle! Será que nós também conseguimos ver e reconhecer a ação de Deus em nossas vidas, ensinando-nos e levando-nos a reconhecer Sua intenção mais elevada para conosco? Até o dia de hoje é assim, pois Deus não deixa Seus filhos seguirem sempre por caminho cômodos e sem obstáculos. Cantamos em um hino: "Ele apenas quer que sejamos aprovados em meio ao temor e à aflição". Jesus nos diz: "Entrai pela porta estreita (larga é a porta, e espaçoso, o caminho que conduz para a perdição, e são muitos os que entram por ela), porque estreita é a porta, e apertado, o caminho que conduz para a vida, e são poucos os que acertam com ela" (Mt 7.13-14). São os caminhos de morte, os caminhos estreitos, que conduzem para a vida!
O próprio Deus dá também a segunda explicação: "Recordar-te-ás de todo o caminho pelo qual o Senhor, teu Deus, te guiou no deserto estes quarenta anos, para te humilhar, para te provar, para saber o que estava no teu coração, se guardarias ou não os seus mandamentos" (Dt 8.2). "Para saber o que há no seu coração!", esse é o alvo mais profundo quando Ele conduz você por provações! Para ilustrar, encha um copo de água, coloque um pouco de terra nele, e deixe-o assim por algum tempo. Ao agitar o copo, o sedimento sobe. Às vezes, Deus sacode Seus filhos e os submete à prova de fé. Então, quando sobe o sedimento escuro em nosso coração, podemos reconhecer o que há em nós. A fé precisa ser provada pela obediência. Está escrito claramente em Êxodo 15.25, que o Senhor provou Seu povo. Quando o Senhor nos prova, não precisamos ficar com medo, pois então Ele também assume plena responsabilidade por nós. Ele não abandona nenhum de Seus filhos. "Não vos sobreveio tentação que não fosse humana; mas Deus é fiel e não permitirá que sejais tentados além das vossas forças; pelo contrário, juntamente com a tentação, vos proverá livramento, de sorte que a possais suportar" (1 Co 10.13). E o desfecho da provação foi maravilhoso para Israel! O importante é aprendermos as lições através de algum problema pelo qual estejamos passando no momento, o essencial é que cresçamos e amadureçamos: "...para que, uma vez confirmado o valor da vossa fé, muito mais preciosa do que o ouro perecível, mesmo apurado por fogo, redunde em louvor, glória e honra na revelação de Jesus Cristo" (1 Pe 1.7). Esse também é o tema central do apóstolo Paulo, que nos adverte insistentemente: "Mas, seguindo a verdade em amor, cresçamos em tudo naquele que é a cabeça, Cristo" (Ef 4.15). Se não quisermos passar por provações, tornar-nos-emos superficiais e indiferentes e perderemos as maiores bênçãos.
Uma lição divina
Deus apresenta Israel diante dos nossos olhos como um espelho! Aliás, enxergamos muito melhor as fraquezas e os defeitos na vida dos outros do que em nossa própria vida. Israel ainda conhecia muito pouco a seu Deus quando passou por essa situação de angústia. Mas a ajuda do Senhor não estava longe. Temos um Deus clemente e misericordioso, que gosta de ajudar no tempo oportuno. Ele também nos anima a vir a Ele: "Acheguemo-nos, portanto, confiadamente, junto ao trono da graça, a fim de recebermos misericórdia e acharmos graça para socorro em ocasião oportuna" (Hb 4.16). Em relação a Israel está escrito: "Na verdade, amas os povos; todos os teus santos estão na tua mão; eles se colocam a teus pés e aprendem das tuas palavras!" (Dt 33.3). Também Jeremias conhecia e sabia da benevolência de Deus. Ele pôde anunciar em nome do Senhor: "Alegrar-me-ei por causa deles e lhes farei bem" (Jr 32.41).
O socorro no deserto estava preparado: "Então, Moisés clamou ao Senhor, e o Senhor lhe mostrou uma árvore; lançou-a Moisés nas águas, e as águas se tornaram doces" (Êx 15.25). Será que conseguimos entender isso? Não era truque, não era mágica! Deus queria mostrar de onde vem o socorro. Um exemplo: quando acontece alguma coisa grave a uma criança e ela fica caída imóvel no chão, a amorosa mão do pai levanta sua cabecinha e diz: "Olhe para mim, não se preocupe, eu ajudo você". Deus, nesse caso, realizou um trabalho didático, educando Seu povo, dizendo-lhe: "Não o esqueçam: voltem-se para Mim, eu ajudo vocês. Não murmurem! Não reclamem!"
O que significa essa árvore que transformou a água amarga em água doce? A ação realizada por Moisés tem por base um significado profético muito profundo. Já naquele tempo muito remoto da história de Deus com a humanidade, a árvore foi uma forte referência àquele madeiro do Calvário, onde nosso Salvador nos tirou da miséria do pecado e da perdição. Mais tarde o cajado de Moisés teve o mesmo significado. Vamos continuar lembrando desse fato, pois ele levou a Israel e a nós ao acontecimento central da salvação, ele nos conduz à cruz. Para Israel, a árvore que Moisés lançou nas águas foi a salvação! Qualquer um que, em sua angústia e aflição, vier até a cruz, experimentará ajuda abundante. No madeiro maldito aconteceu nossa salvação, a libertação dos laços do pecado e da morte. Nosso louvado Senhor e Salvador, que na cruz consumou o ato mais difícil e grandioso, também é capaz de solucionar a nossa miséria e as perturbações pelas quais estivermos passando no momento. Nossas dificuldades são Suas oportunidades. Acheguemo-nos à cruz com elas! A água amarga tornou-se doce em um instante, no momento em que entrou em contato com a árvore. Esse é um convite insistente para que nos abriguemos debaixo da cruz! Jesus transforma aquilo que é amargo em doce.
Jesus também ofereceu essa água doce à mulher samaritana no poço de Jacó. Creia-me, essa água viva também jorra para você. Beba abundantemente dela!
O médico celestial
Nesse primeiro estágio da peregrinação de Israel encontramos também a conhecida e incompreendida, e muitas vezes citada declaração: "...eu sou o Senhor que te sara" (Êx 15.26). Gostamos de reivindicar essa maravilhosa promessa para nós ou consolamos a outros com ela, sem avaliar toda a sua profundidade. Evidentemente é maravilhoso conhecer o médico celestial. Mas, de modo superficial, freqüentemente a interpretamos assim: "Esse médico está disponível para consultas a qualquer hora, ele sempre apresenta o diagnóstico correto, cura qualquer enfermidade com certeza absoluta, não onera a previdência social nem o nosso bolso, pois não cobra honorários". De fato, temos um glorioso médico celestial. Mas quão pouco atentamos para as condições ao marcarmos a nossa consulta! Devemos ler todo o versículo e tomá-lo em consideração! Deus disse: "Se ouvires atento a voz do Senhor, teu Deus, e fizeres o que é reto diante dos seus olhos, e deres ouvido aos seus mandamentos, e guardares todos os seus estatutos, nenhuma enfermidade virá sobre ti, das que enviei sobre os egípcios; pois eu sou o Senhor, que te sara" (Êx 15.26). Esse é o nosso maior problema. Obedecer, ou não obedecer. Desejamos a cura, mas será que obedecemos ao Senhor? Entretanto, não queremos sustentar nenhuma teoria antibíblica barata, que diz: aquele que teme a Deus vai bem, e só o pecador fica doente. A questão não é tão simples assim! Pois nós não conhecemos os desígnios e planos de Deus com cada pessoa individualmente. "Bem-aventurado é o homem a quem Deus disciplina; não desprezes, pois, a disciplina do Todo-Poderoso. Porque ele faz a ferida e ele mesmo a ata; ele fere, e as suas mãos curam. De seis angústias te livrará, e na sétima o mal te não tocará" (Jó 5.17-19). "Quão insondáveis são os seus juízos, e quão inescrutáveis, os seus caminhos!" (Rm 11.33). Elias não adoeceu – ele subiu ao céu num redemoinho. Mas Eliseu morreu de uma enfermidade. Na verdade, Deus quer um povo sadio, mas Ele também quer obediência. Caso Ele nos conduza por um caminho de sofrimentos, bem-aventurados somos se pudermos dizer: "Senhor, seja feita a Tua vontade!" E bem-aventurados somos se soubermos que temos uma igreja que intercede por nós. Quando Jesus ouviu que Seu querido amigo Lázaro estava enfermo, Ele fez uma declaração muito importante, que também é muito significativa para nós: "Ao receber a notícia, disse Jesus: Esta enfermidade não é para morte, e sim para a glória de Deus, a fim de que o Filho de Deus seja por ela glorificado" (Jo 11.4). Isso também vale para nós! Em caso de enfermidade podemos pedir sinceramente a cura, mas devemos deixar por conta do Senhor o Seu proceder, seja curando-nos pela fé, seja ajudando-nos por meio de tratamento médico, ou seja até tomando-nos para Si. De qualquer maneira, tudo deve ser para a honra de Deus, para que o Filho de Deus seja glorificado em nossas vidas! Infelizmente, muitos filhos de Deus estão fixados apenas na cura física e não pensam que na enfermidade Deus também pretende dizer e ensinar-nos muitas coisas que servem para o nosso bem. Assim como Deus conduziu Seu povo com mão segura através do deserto para a Terra Prometida, Ele também quer preparar-nos para o lar celestial, tanto em dias de saúde como em dias de enfermidade. Confiemos nEle em obediência à Sua Palavra!