segunda-feira, 28 de dezembro de 2009

RESULTADO DA NOSSA UNIÃO COM CRISTO


UMA NOVA AMBIÇÃO E UM NOVO PENSAMENTO Colossenses 3.1-4:

1 Portanto, se já ressuscitastes com Cristo, buscai as coisas que são de cima, onde Cristo está assentado à destra de Deus.

2 Pensai nas coisas que são de cima, e não nas que são da terra;

3 Porque já estais mortos, e a vossa vida está escondida com Cristo em Deus.

4 Quando Cristo, que é a vossa vida, se manifestar, então também vós vos manifestareis com ele em glória.

Introdução:

Quando alguém confessa Jesus como Senhor e Salvador de sua vida passa do estado de separação (Rm 3.23) de Deus para viver agora em união com ele. Cristo prometeu aos seus seguidores estar com eles todos os dias e tal união ocorre, pois fomos inseridos pelo Espírito no corpo de Cristo no momento da conversão (1 Co 12.13). Tal união produzirá resultados no viver do crente em Jesus.

Certa vez Cristo disse: toda árvore boa produz bons frutos, e toda árvore má produz maus frutos (Mt 7.17). Da mesma forma a nossa união com Cristo (que é boa) só pode produzir bons resultados. João Batista costumava clamar no deserto sobre a produção de frutos dignos de arrependimento (Mt 3.8). O arrependimento genuíno gera frutos dignos do arrependimento. Por sua vez, João disse que aquele que diz estar em Cristo, também deve andar como ele andou (I Jo 2.6).

No texto escolhido (Cl 3), Paulo trata deste tema: resultados da nossa união com Cristo. Para tanto, ele evoca a lembrança dos colossenses da união e identificação que eles tinham com Cristo. Da mesma forma que os colossenses estamos unidos com Cristo, todos àqueles que confessaram Jesus como Salvador também estão. Tal união não fica estanque no interior de quem crê, pelo contrário influenciará o crente em Jesus como um todo.

I – A nossa união com Cristo:

a) Em sua morte:

“Porque já estais mortos…” (v.3).

A nossa primeira identificação com Cristo é na sua morte. Quando manifestamos a nossa fé em Jesus morremos para o pecado (Rm 6.11) e passamos a viver para Deus. Uma vez mortos para o pecado já não estamos sob o domínio do mesmo (Rm 6.2). Isto não significa que o crente não peque mais, porém não vive mais na prática constante do mesmo e não está mais acorrentado aos seus grilhões.

b) Em sua ressurreição:

“Portanto, se já ressuscitastes com Cristo…” (v.1). Paulo fala de algo que já aconteceu. Pois se morremos com Cristo também ressuscitamos com ele. A morte indica o sepultamento do domínio do pecado em nossa vida. A ressurreição aponta para uma nova vida sob o senhorio de Cristo (Rm 6.22). O mesmo poder que se manifestou na ressurreição de Cristo está a nossa disposição nos capacitando a viver uma nova vida.

c) Em seu viver:

“…e a vossa vida está escondida com Cristo em Deus.” (v.3)

Os dois pontos anteriores tratam daquilo que já aconteceu no momento de nossa conversão. Este ponto fala acerca do presente, da nossa vida atual com Deus. Diz que a nossa vida está escondida em Deus. Paulo não escreveu que Deus está escondido em nossa vida, mas a nossa vida está escondida em Cristo. Significando assim que Cristo é que aparece em nossa vida. Ele que se sobressai. Ele que brilha em nossa vida. Agora a nossa vida é Cristo (Gl 2.20). Não devemos ter uma vida “aparecida”, mas escondida nele.

O viver escondido aponta também que a vida que temos nele ainda não foi plenamente manifesta, o será plena por ocasião da glorificação (1 Co 15. 53 e 54).

d) Na sua manifestação futura:

“Quando Cristo, que é a vossa vida, se manifestar, então também vós vos manifestareis com ele em glória” (v.4).

Este ponto fala acerca do futuro, da volta de Cristo. Quando ele se manifestar seremos transformados, e a nossa vida que está escondida nele, se manifestará plenamente. Tendo esta esperança concreta devo buscar a santificação (I Jo 3.2 e 3).

Portanto, se já morremos com Cristo, se ressuscitamos com Cristo, o nosso viver está escondido em Cristo e quando ele se manifestar seremos semelhantes a ele, devemos ter uma nova ambição e um novo pensamento.

II – Uma nova ambição:

As nossas ambições eram essencialmente terrenas: fama, poder, dinheiro, posição social etc. Porém agora, estas ambições não devem mais nos dominar, obliterar, abafar, rebaixar as ambições espirituais. Devemos buscar as coisas necessárias da terra para a nossa subsistência, porém não devem ser a nossa prioridade. Paulo escreveu: “buscai as coisas que são de cima, onde Cristo está assentado à destra de Deus”. Aquele que morreu, ressuscitou e vive em Cristo tem como ambição preponderante o reino de Deus. Paulo escreve que a nossa ambição deve ser onde Cristo está assentado à destra de Deus. Cristo está à destra de Deus porque foi entronizado ao lado do Pai e intercede por nós. Isto aponta para a verdade que as nossas ambições devem estar sob o senhorio de Cristo.

Jesus nos alertou que devemos ajuntar tesouros no céu. Ajuntaremos tesouros no céu se as nossas principais ambições forem espirituais (Mt 6.19 e 20).

III – Um novo pensamento:

Pensai nas coisas que são de cima, e não nas que são da terra”.

Eu costumo dizer que precisamos viver com os pés na terra, mas a mente no céu. Isto é, sermos realistas, porém termos uma perspectiva celestial da existência. O nosso viver não é sob a ótica humana e rasteira da terra, mas sim celestial. Somos peregrinos na terra tendo nossa cidadania no céu (Fp 3.20 e 21). A exortação bíblica é de não moldar a nossa mente segundo os padrões mundanos, mas sim transformar a nossa mente segundo o padrão celestial (Rm 12.2).

Conclusão:

Somos unidos com Cristo (morte, ressurreição, vida e futura manifestação) que os resultados desta união sejam vivenciados por nós, e visto por todos. Lembremos que as velhas ambições e o velho modo de pensar foram crucificados com Cristo e agora possuímos a ambição de agradar ao Senhor de toda criação e o pensamento de um cidadão celestial.

(O texto é de autoria do Pr Eber Jamil )

Um comentário:

preberjamil disse...

É uma alegria para mim ver que o irmão está usando meu texto. Estoua sua disposição. Um abraço